Sex, 19 Julho 2024

PUB

RODAPE-CONTEUDOS

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

Siga o nosso canal de WhatsApp e fique a par das principais notícias.

Funcionário da Liga dos Combatentes nega ter angariado receitas falsas

O julgamento do megaprocesso de burla ao Estado alegadamente praticado por um farmacêutico de Abrantes prosseguiu esta quinta-feira, 16 de maio, no Tribunal de Santarém, com a inquirição de um dirigente da Liga dos Combatentes de Abrantes que é suspeito de estar envolvido no esquema.


O arguido disse que nunca passou receitas médicas por sua iniciativa e que nunca inscreveu nomes de medicamentos, como consta da Acusação do Ministério Público (MP), mas admitiu ter preenchido alguns cabeçalhos de receitas, sempre que o médico que prestava atendimento semanal na Liga lhe pediu.
O homem, que era vogal da Liga dos Combatentes de Abrantes, foi confrontado com várias receitas constantes no processo, apenas reconhecendo a sua letra em algumas e atribuindo as outras ao médico
Recorde-se que o médico, na primeira audiência do julgamento, admitiu ter “facilitado” que a burla ocorresse, ao deixar receitas assinadas e com a vinheta junto do funcionário, mas assegurou que desconhecia que estavam a ser usadas num esquema fraudulento.
Confrontado agora pela juíz presidente do coletivo, Cristina Almeida e Sousa, o médico disse não conseguir reconhecer a letra presente nas receitas que lhe foram mostradas.
O dirigente da Liga afirmou que prestava assistência, de forma voluntária, ao médico nos dias em que este dava consulta e que era habitual ficar o bloco de receitas já assinadas e com a vinheta numa gaveta sem chave, admitindo que outros elementos da instituição tinham acesso, mas declarou a sua convicção de que “ninguém mexia”.
Segundo afirmou, teve conhecimento deste processo em julho de 2017, numa altura em que se encontrava a convalescer de uma cirurgia que levou à sua ausência da Liga desde abril desse ano, confirmando que foi constituído arguido apenas um ano depois, altura em que a sua casa foi alvo de buscas.
O principal arguido do processo, proprietário e diretor técnico das duas farmácias que terão servido para o recebimento ilícito de comparticipações do Serviço Nacional de Saúde, num valor superior a 2 milhões de euros (uma em Abrantes e outra, a partir de janeiro de 2017, em Lisboa), irá prestar declarações apenas no final da audição de testemunhas.
Este arguido é acusado de ter concebido e executado um plano de angariação de receituário forjado, sobretudo de medicamentos com elevados valores de comparticipação pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), entre fevereiro de 2012 e julho de 2017.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Notícias Relacionadas

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB