Qui, 13 Junho 2024

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Família colocou ponto final em 27 anos de violência

O Tribunal de Santarém condenou a sete anos de prisão um alcoólico violento que, ao longo de 27 anos de relacionamento, agrediu, humilhou e abusou sexualmente da mulher, tornando a sua vida num verdadeiro inferno.


O acórdão, a que a Rede Regional teve acesso, salienta mesmo que a vítima se habituou a viver como uma “escrava” do arguido, pois foi a única que sempre trabalhou para sustentar o lar, uma vez que o homem nunca teve um emprego fixo e fazia apenas uns biscates ocasionais.
O casal vivia numa aldeia da freguesia de Alcanede, concelho de Santarém, com um filho de ambos e dois de um relacionamento anterior da mulher, que também cresceram sob o temperamento violento do arguido, hoje com 56 anos.
O coletivo de juízes deu como provados muitos episódios de agressões brutais a pontapé e à chapada, humilhações verbais e ameaças de morte constantes, algumas delas com recurso a armas de fogo.
Numa ocasião, o arguido deu uma tareia tão grande à mulher que se viu obrigado a transportá-la ao Hospital de Santarém, mas antes colocou os três menores no carro e disse-lhe que os matava, caso a vítima contasse às autoridades que tinha sido ele o autor das agressões.
Nos primeiros anos do relacionamento, em que andava constantemente alcoolizado, o homem chegou a proibir a mulher de usar roupa interior em casa, para ser mais fácil satisfazer os seus instintos sexuais, mesmo contra a vontade da vítima, que era espancada à chapada se recusasse.
Ciumento e possessivo, o arguido inventava que a mulher tinha amantes e relações extraconjugais, persegui-a no emprego e batia-lhe em casa, onde, em vários episódios, destruiu também o recheio do lar com os seus ataques de fúria.
O terror da mulher terminou em julho de 2021, após uma tareia tão grande que se tornou impossível esconder o caso dos elementos dos Bombeiros Voluntários de Alcanede que assistiram, antes de a transportar ao Hospital de Santarém.
O agressor, que aguardou julgamento em prisão preventiva, foi considerado culpado por cinco crimes de violação, violência doméstica, ameaça agravada e detenção de arma proibida, e tem ainda que pagar uma indemnização cível de 40 mil euros à vítima.
Como pena acessória, foi-lhe ainda imposto o afastamento total da mulher, que, tal como salienta o acórdão, não vive em paz e sossego, pois teme represálias por parte do agressor, tanto contra si, como contra os filhos.

 

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