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Falsificador imprimia notas falsas em impressora caseira

O Tribunal de Santarém vai começar a julgar um homem que foi apanhado com 2.020 euros em notas falsificadas, e que está acusado pelo Ministério Público (MP) por um crime de contrafação de moeda.


As notas, segundo o Despacho de Acusação, a que a Rede Regional teve acesso, foram impressas na sua residência, numa freguesia do concelho de Tomar.
O arguido, que já estava referenciado pelas autoridades por estar ligado ao tráfico de estupefacientes, foi detido numa operação que a PSP montou na Avenida de Ceuta, em Lisboa.
Quando o revistaram, os agentes encontraram na sua posse uma nota de 200 euros que lhes levantou muitas dúvidas em relação à sua autenticidade.
Numa busca domiciliária à residência do suspeito, 10 dias depois, as autoridades encontraram mais duas notas de 200 euros num cofre no quarto, e outras 71 notas de 20 euros escondidas numa gaveta de um armário na sala.
Além do dinheiro, foram-lhe também apreendidos um computador e uma impressora caseira a jato de tinta, que, segundo as análises feitas pela Polícia Judiciária (PJ), foi usada na contrafação de moeda.
Na Acusação, o MP salienta que, apesar da qualidade de impressão andar longe de ser perfeita, estas notas falsificadas podiam enganar os mais incautos, e que o arguido forjou-as com a intenção de as usar como se fossem dinheiro verdadeiro.
O homem, de 50 anos, foi colocado em prisão preventiva, e tem já cadastro por tráfico de estupefacientes, furtos e desobediência.

 

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