Durante o julgamento, o arguido negou a autoria de um dos crimes, mas o Tribunal de Santarém deu como provado que foi responsável pelos dois fogos, um de pequenas dimensões na Estrada da Matagosa e outro em Ribeira da Brunheta, que destruiu mais de 18 hectares de terreno e colocou em perigo várias habitações.
O ex-militar, de 49 anos, ateou estes incêndios cerca de um mês após ter sido libertado da prisão, pois tinha sido condenado a quatro anos de prisão por crimes semelhantes, em 2019.
Estava com pena suspensa mediante o pagamento de 750 euros aos Bombeiros de Abrantes e à sujeição a um tratamento à dependência alcoólica de longa duração, que não cumpriu.
Quando foi detido pelas autoridades após o segundo incêndio, o arguido acusou uma taxa de 1,66 g/l, e tinha ainda na sua posse um frasco de álcool e o isqueiro que usou nas ignições.
O coletivo de juízes deu também como provado que o homem usou a moto em que se deslocava para dificultar a passagem de uma viatura dos bombeiros a caminho do incêndio, conduzindo pelo meio da estrada.
Para a sua condenação, contribuíram também os relatos de várias testemunhas que o viram a passar nos locais onde deflagraram os fogos, poucos minutos depois dos primeiros sinais de fumo.
Residente da aldeia de Fontes, o ex-militar, que está reformado da GNR desde 2004, é bastante conhecido na zona e foi facilmente identificado por outros populares e bombeiros.
O homem vai manter-se no Estabelecimento Prisional de Tomar, onde já estava em prisão preventiva.































