A mulher, de 55 anos, natural de Tomar e residente em Torres Novas, está a responder no Tribunal Judicial de Santarém por oito crimes de falsificação de documento, um de peculato na forma continuada, e outro de branqueamento, também na forma continuada.
Segundo o Despacho de Acusação do Ministério Público (MP), a que a Rede Regional teve acesso, a arguida, trabalhou na Conservatória da Chamusca entre 2000 e 2011, desempenhando funções de 2ª Ajudante, e sendo responsável pelos processos de contabilidade mensal e depósitos dos valores de caixa nas contas bancárias do Estado.
Segundo o MP, entre julho de 2007 e janeiro de 2011, a arguida emitiu cheques sobre as contas da Conservatória que foram depositadas em contas tuteladas pelo próprio marido, efetuou pagamentos de bens e serviços, e até amortizou créditos pessoais com entidades bancárias estranhas à Conservatória.
Sem qualquer justificação contabilística, a mulher terá retirado um total de 286.961 euros, mas, como devolveu cerca de 16,7 mil euros, a perda para o Estado ronda os 267 mil euros, que terá usado para pagar os estudos universitários e os colégios das filhas, e para despesas pessoais em joias, roupas, sapatos, carteiras, artigos de decoração, consultas dentárias e até serviços de limpeza e carpintaria, entre outros.
Quando o caso foi descoberto, a funcionária foi alvo de um processo disciplinar por parte do IRN, que culminou no seu despedimento após a deteção de muitos documentos alegadamente falsificados.
A mulher tentava esconder o rasto utilizando contas bancárias que eram menos movimentadas, ou usadas para outros fins, como os pagamentos por Multibanco.
A arguida, de acordo com o processo disciplinar, forjou documentos de suporte da contabilidade e elaborou guias de depósito falsas, além de ter feito desaparecer outra documentação relacionada com a contabilidade da Conservatória.






























