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Esquizofrénico diz não saber porque matou a própria mãe


"Tenho uma branca, não me lembro de nada e não consigo explicar o que se passou comigo", disse o homem que espancou a própria mãe até à morte numa rua do Tramagal ao colectivo de juízes que o começou a julgar no Tribunal de Abrantes na quarta-feira, 28 de Novembro.

Paulo Grácio, de 34 anos, começou a responder pelo homicídio da progenitora, Lídia Grácio, a 26 de Março deste ano, e por ofensa à integridade física qualificada devido a violenta agressão ao pai, Serafim Grácio, em Novembro de 2011.

O arguido, que sofre de esquizofrenia paranóica e está internado preventivamente no Instituto Sobral Cid, em Coimbra, optou por falar dos factos de que está acusado pelo Ministério Público, apesar de visivelmente medicado e com algumas dificuldades em expressar-se.

Paulo Grácio, mesmo sem conseguir explicar os motivos ou recordar-se de o ter feito, confessou-se arrependido de ter assassinado a mãe, que "era boa pessoa e não merecia este fim".

O arguido disse recordar-se de ter discutido com Lídia Grácio no Café Borboleta, no Tramagal, e de a ter seguido até à Rua dos Cascalhos, não se recordando já de a ter empurrado ao chão e de lhe de ter desferido os pontapés na cabeça que lhe causaram a morte.

Aquando deste crime, Paulo Grácio pernoitava num anexo da habitação de um amigo, pois tinha saído de casa em Novembro de 2011, após a desavença com o pai.

No entanto, era a mãe que todos os dias lhe dava comida e roupa lavada, como o próprio reconheceu.

Desempregado, o arguido, que era paciente do departamento de psiquiatria do Hospital de Tomar, não tomava a medicação para controlar a doença mental por falta de dinheiro e encontrava-se alienado da realidade e com comportamentos violentos.

"Os verdadeiros culpados não estão a ser julgados"

"Se é para julgar quem matou a mãe do Paulo, então falta ali muita gente no banco dos réus", disse à Rede Regional Raul Caldeira, pai do amigo que lhe deu guarida após ter saído de casa dos pais.

"Toda a gente no Tramagal sabia do estado de desequilíbrio total em que o Paulo se encontrava. O pai e a mãe pediram durante meses ao hospital, à Segurança Social e até à GNR para o internar e ninguém quis saber de nada", lamenta Raul Caldeira, acrescentando que o arguido "apesar da monstruosidade do crime, é mais uma vítima do que outra coisa. Isto é um caso de negligência do Estado".

O pai de Paulo, Serafim Grácio, contou em tribunal que, poucas horas antes da mulher ter sido assassinada, esteve nos serviços do Ministério Público no Tribunal de Abrantes a propósito do caso em que tinha sido vítima de agressão, e que falou na questão do internamento do filho.

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