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Empresa que opera helicópteros do INEM justifica aterragem no Hospital de Santarém 

A Gulf Med Aviation Services, empresa que opera os helicópteros do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), garante que a aterragem efetuada no dia 4 de janeiro, no heliporto do Hospital de Santarém, foi feita “em cumprimento integral da regulamentação aeronáutica aplicável às operações de emergência médica”.

Em nota de esclarecimento enviada à Rede Regional, a empresa esclarece que “a missão em causa decorreu na sequência de um acidente rodoviário na A1, tendo o helicóptero do SHEM [Serviço de Helicópteros de Emergência Médica] sido ativado pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM para transporte de um ferido grave para o Hospital Distrital de Santarém”.

“A aterragem foi realizada em período diurno” e “a decisão de aterrar naquele local foi tomada pelo comandante da aeronave, a quem compete – precisamente nos termos da regulamentação em vigor – avaliar as condições de segurança no momento da operação e decidir sobre o local mais adequado para a aterragem”, refere Pedro Coelho dos Santos, diretor de comunicação da Gulf Med Aviation Services (que integra o Grupo Medilink International).

A empresa adianta que “as operações do SHEM envolvem, por definição, aterragens em locais não preparados” e os helicópteros Airbus H145 que a Gulf Med Aviation Services disponibiliza para o SHEM “são aeronaves de grande versatilidade, especificamente concebidas para operações aeromédicas”.

Pedro Coelho dos Santos revela ainda que “durante a fase preparatória da sua atividade em Portugal, a empresa efetuou um rigoroso levantamento das condições de segurança existentes em centenas de locais de aterragem, como foi também o caso do heliporto do Hospital Distrital de Santarém”.

“Essa preparação garante que todas as operações decorrem em segurança. No caso em apreço, em momento algum esteve em causa a segurança dos pilotos, das equipas médicas, do doente transportado ou de terceiros”, conclui a explicação enviada ao nosso jornal.

Recorde-se que, tendo em conta o heliporto do Hospital de Santarém está encerrado há vários anos por falta de condições técnicas e licenciamento, a Rede Regional contactou a administração do Hospital de Santarém, o INEM e a ANAC (Autoridade Nacional da Aviação Civil), não tendo qualquer destas entidades respondido às questões colocadas.

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