Um agente de seguros com escritório em Coruche é suspeito de ter burlado dezenas de clientes, que até já afixaram cartazes na montra do estabelecimento a exigir o seu dinheiro de volta.
Segundo vários queixosos que explicaram o caso à Rede Regional, os clientes têm vindo a descobrir que as apólices dos seus seguros automóvel não estão válidas, apesar de terem pago a quantia que lhes foi pedida pelo agente de seguros, e deste lhes ter emitido as respetivas cartas verdes.
“Em caso de acidente, o seguro não vale de nada, porque não está pago às companhias de seguros”, afirma Maria José, uma das lesadas.
A mulher, residente em Coruche, soube agora que o filho não teve seguro automóvel ativo nos últimos três anos, apesar de ter pago cerca de 1.600 euros durante este período temporal.
Outra das queixosas, Fátima Ramos, explica que liquidou a prestação semestral do seu seguro – cerca de 120 euros – há poucos dias, mas sabe agora, depois de ter ligado diretamente à seguradora, que o pagamento não foi efetuado pelo agente.
No início desta semana, um grupo de 10 clientes foi pedir satisfações ao mediador, que se viu forçado a chamar a GNR de Coruche para sair do escritório, juntamente com a empregada.
Desde então, o escritório tem estado de portas fechadas, mas os lesados têm-se deslocado com regularidade ao local.
“Queremos o nosso dinheiro de volta e não vamos desistir”, garante Maria José.
Contatado pela Rede Regional, o destacamento da GNR de Coruche confirmou ter conhecimento direito de vários casos suspeitos de burla, e garantiu que vai transmitir todas as informações que recolher ao Ministério Público, independentemente dos lesados formalizarem ou não queixa-crime.
A Rede Regional tentou contatar o agente de seguros, sem sucesso.
































