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Deputado António Gameiro tem de pagar caução de 100 mil euros para ficar em liberdade


A notícia é avançada esta sexta-feira pela edição online da revista Sábado, que explica que “o juiz [do Juízo de Instrução Criminal de Évora] decidiu aplicar uma medida de coação não privativa da liberdade mas, caso António Gameiro não pague, cabe ao mesmo juiz analisar as justificações para o não pagamento e decidir se o deputado é ou não detido”.

Em causa, segundo a Sábado, está a suspeita de que António Gameiro terá recebido 300 mil euros da imobiliária “Saint Germain, Empreendimentos Imobiliários, SA” do empresário Carlos Matos, em maio de 2020, altura da escritura do contrato-promessa para a compra e venda do terreno. Cem desses 300 mil euros recebidos estavam destinados a si, com os outros 200 mil a serem distribuídos pela autarca de Vila Real de Santo António, Maria Conceição Cabrita, e outros intervenientes no negócio.

Ainda de acordo com a mesma fonte, o Ministério Público (MP) descreve António Gameiro como um “profícuo e eficaz intermediário” no negócio que originou prejuízos para a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António no valor de 900 mil euros, através de um “esquema” em que a sua personalidade “calculista e organizada” influenciou decisões da autarquia.

Além da caução de 100 mil euros e de um Termo de Identidade e Residência, o juiz de instrução de Évora proíbe o deputado socialista de visitar as instalações ou edifícios da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e de contactar com outros arguidos do processo e “todos e quaisquer” funcionários, colaboradores, juristas, vereadores, presidente ou membros da autarquia algarvia. O prazo para o pagamento da caução é de 15 dias, a contar a partir da notificação do despacho emitido a 19 de julho.

A Sábado diz que a defesa de António Gameiro considerou a caução “excessiva e desadequada”, não se opondo a outras medidas como as proibições de permanência e de contactos requeridos pelo MP.

António Gameiro foi constituído como arguido no processo pela Polícia Judiciária de Faro, tendo entretanto sido notificado para se apresentar a primeiro interrogatório judicial, de onde saiu esta m,edida de coação.

Recorde-se que na sequência desta investigação António Gameiro desistiu da sua candidatura à Câmara de Ourém.

Leia AQUI a notícia da Sábado.

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