O posto de correios de Muge, no concelho de Salvaterra de Magos, encerrou ao público na quinta-feira, 11 de junho, e vai manter-se de portas fechadas por tempo indeterminado.
Os moradores da vila estão a ser encaminhados para Marinhais, uma solução que implica o incómodo de uma deslocação de sete quilómetros, e que está a provocar algum descontentamento entre a população.
O encerramento do posto deve-se à complicada situação legal que envolve a Casa do Povo de Muge, entidade que explorava este serviço, e ao facto do único funcionário do posto ter apresentado rescisão de contrato com justa causa, com três meses de salários em atraso.
A Rede Regional apurou ainda que a Casa do Povo de Muge entregou pela última vez os descontos obrigatórios para a Segurança Social deste trabalhador em dezembro de 2010, o que torna o problema ainda mais complicado de resolver.
Na quinta-feira, os serviços centrais dos CTT de Santarém foram chamados ao posto de Muge para levar computadores e restante equipamento, e a PT foi efetuar a desativação da linha telefónica.
Ao final da tarde, o próprio funcionário chamou a GNR para fazer a entrega da chave da porta do posto.
Câmara está a tentar solucionar o problema
“A Câmara e a Junta estão a tentar encontrar uma solução para garantir que o serviço de correios permaneça em Muge”, disse à Rede Regional o presidente da Junta de Freguesia, César Diogo, acrescentando que, “a meio da semana que vem, é possível que o problema esteja ultrapassado e que os CTT abram novamente ao público, em moldes ainda a definir”.
Ao que tudo indica, será a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos a assumir a gestão do serviço, a exemplo do que aconteceu em Marinhais.
O autarca de Muge reconhece que se trata de uma “situação bastante desagradável”, não só pelo facto da vila estar sem correios, mas também pelos problemas legais que envolvem o funcionário.
A Casa do Povo de Muge ficou sem direção em 2011, tendo sido gerida desde então por uma comissão administrativa.
Há poucos meses, os elementos que restavam desentenderam-se e a instituição ficou inibida de cumprir compromissos e fazer pagamentos, uma vez que a emissão de cheques obriga a duas assinaturas.
Este organismo, cuja única atividade era mesmo o serviço de correios, deverá caminhar para um processo de extinção, faltando definir a transição legal do seu património.































