Ter, 16 Julho 2024

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Condutor que atropelou mortalmente confessa crime

O condutor que atropelou mortalmente um cidadão de nacionalidade ucraniana e fugiu apressadamente do local do acidente, na Avenida António Farinha Pereira, em Abrantes, confessou os factos de que está acusado e mostrou arrependimento.


Na primeira sessão do julgamento, que começou esta segunda-feira, 10 de outubro, no Tribunal de Santarém, o arguido, um empregado de loja de 30 anos, explicou ao coletivo de juízes que, primeiro, julgou ter embatido num animal, e só depois percebeu que se tratava de um ser humano.
“Entrei em pânico e não tomei a melhor decisão”, explicou o condutor, que se mostrou arrependido de ter abandonado o local do acidente sem assumir as suas responsabilidades e prestar auxílio a Yuriy Manzhurin, que tinha na altura 34 anos.

Condutor fugiu sem prestar auxílio
O caso remonta à madrugada de 1 de fevereiro de 2019, quando a vítima mortal se dirigia a um posto de combustível para tomar café e acabou colhido com grande violência, tendo mesmo sido projetado contra o muro de uma residência.
O óbito do homem foi declarado no local devido a ferimentos muito graves na cabeça e na coluna vertebral, mas o arguido foi esconder a viatura, um Seat Ibiza que sofreu danos no capot, tejadilho e para-choques, na garagem de casa, numa aldeia perto de Abrantes, e disse aos pais que tinha embatido num javali.
O carro acabou por ser descoberto cerca de quatro meses depois, num anexo junto à residência, depois de uma investigação conduzida pela Polícia Judiciária (PJ) de Leiria a partir dos vários destroços deixados no local do atropelamento.
Na busca que fizeram à casa do suspeito, as autoridades encontraram uma quantidade de cannabis suficiente para 220 doses diárias e vários objetos ligados ao tráfico de estupefacientes.

Arguido garante não ter nada a ver com tráfico de droga
Apesar de confessar os factos relativos aos crimes de homicídio por negligência e omissão de auxílio, o arguido negou cabalmente estar envolvido no tráfico de estupefacientes, e que a droga encontrada na sua casa eram para seu consumo próprio.
Assumindo-se consumidor ocasional de haxixe, mas totalmente abstémio em relação ao álcool, o homem explicou que comprava “droga de qualidade” em quantidades maiores, e que depois guardava em casa para fumar só em ocasiões especiais.
Tendo em conta a confissão integral e de livre vontade dos factos que constam da Acusação, foram também realizadas as alegações finais, onde o Ministério Público relevou a postura arrependida do arguido em relação ao atropelamento, e considerou não ter sido produzida prova suficiente para condenar o arguido por tráfico de estupefacientes, mas apenas pelo crime de consumo.
“Além da confissão, em nome da verdade, o arguido disse aqui que pediria desculpa à vítima, caso ela estivesse viva, o que ele também lamenta”, frisou nas alegações finais o advogado do arguido, António Velez, sublinhando a sua “coragem” em assumir o erro que cometeu.
A leitura do acórdão ficou marcada para o próximo dia 17 de outubro

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