O comandante sub-regional da Lezíria do Tejo da Autoridade Nacional de Emergência e proteção Civil, Hélder Silva, não tem dúvidas que a principal causa dos incêndios rurais “é a negligência e só depois vem o crime de incêndio”.
Esta quarta-feira, 4 de junho, durante a apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais 2025 (DECIR 2025), realizada no Comando Sub-regional da Lezíria, em Almeirim, Hélder Silva explicou que uma das principais preocupações para este ano é a falta de prevenção e limpeza dos terrenos, situação que foi prolongada até 15 de junho, mas que poderá potenciar situações mais complicadas devido à muita chuva que caiu durante o Inverno e Primavera, e que aumentou a vegetação dos terrenos.
O ataque aos incêndios de forma “musculada” na sua fase inicial é a grande estratégia para evitar que os fogos ganhem maiores proporções, objetivo que foi atingido em 2024.
Hélder Silva garante ainda que na Lezíria, a questão da reversão do modelo organizativo da Proteção Civil, com o regresso aos comandos regionais (que juntaria a Lezíria e o Médio Tejo) não é uma preocupação e que nunca houve qualquer tipo de divisão sobre este assunto.
O comandante da Lezíria fala mesmo em “muita proximidade entre o comando sub-regional e os municípios, defendendo que é mais fácil trabalhar em proximidade e gerir meios de 11 municípios, em vez de 21.
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