Duas burlonas enganaram 10 candidatos a vigilantes e seguranças privados, depois de desaparecerem com o dinheiro que lhes cobraram por um curso de formação que nunca existiu.
As mulheres, de 45 e 50 anos, vão começar a responder em janeiro no Tribunal de Santarém por 10 crimes de burla, num caso em que se apropriaram indevidamente de uma verba que ronda os 4.400 euros.
Segundo a acusação do Ministério Público (MP), a que a Rede Regional teve acesso, as arguidas usaram-se de vários suportes de comunicação para divulgar um falso curso de formação para vigilantes privados, alegadamente homologado pelo Ministério da Administração Interna e dado em parceria com outra empresa certificada para esta atividade.
Para angariar interessados, prometiam o acesso à carreira de segurança e ao cartão de vigilante privado após o final da formação, e chegaram a aceitar 10 inscrições, nas instalações da empresa, em Santarém, e num escritório que abriram em Almeirim.
A cada candidato, as burlonas cobraram 435 euros, dos quais 400 pela frequência do curso, 35 euros por uma consulta médica, e 8 euros adiantados para a emissão do cartão de vigilante.
Caricatamente, chegaram a ser dadas algumas aulas numa sala no quartel dos Bombeiros Voluntários de Santarém, que também nunca chegaram a receber qualquer verba pelo espaço alugado.
Os formadores também ficaram “a arder” com o pagamento das horas de formação.
Após cobrarem a totalidade da frequência do curso aos candidatos a vigilante, as mulheres deixaram de estar contactáveis pelos números de telefone que usavam e desapareceram sem deixar rasto.































