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Atendimento ao público da Segurança Social de Santarém vai abrir nas instalações do IPDJ

Os serviços de atendimento ao público do Centro Distrital da Segurança Social de Santarém, encerrados há cerca de dois meses devido a problemas com o sistema de ventilação do atual edifício, vão abrir “dentro de dias”, no edifício do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), a cerca de 50 metros das instalações encerradas.

A informação foi dada à Rede Regional pela diretora da Segurança Social de Santarém, Paula Carloto, que confirma que o resultado das análises encomendadas ao Instituto Ricardo Jorge, que chegaram a semana passada, não apontam para nada de grave, mas o mesmo instituto recomenda alguns procedimentos, entre eles a substituição dos filtros do sistema de ventilação.

“Ainda ninguém parou para tentarmos resolver o problema. Vamos fazer o que nos recomendam mas, para não atrasar mais a reabertura, vamos abrir o serviço no IPDJ”, refere Paula Carloto.

A responsável não se quer comprometer com uma data, pois podem existir atrasos, mas acredita que as atuais obras que estão a ser realizadas no edifício do IPDJ, nomeadamente ao nível da rede informática, estarão prontas “nos próximos dias”, eventualmente ainda na sexta-feira, dia 29.

Paula Carloto diz que esta é uma “solução temporária”, que pretende minimizar o prejuízo para os utentes, e que, assim que possível, o edifício atualmente encerrado voltará a abrir ao público.

PS critica “brusco encerramento”

Entretanto os deputados do Partido Socialista, numa comunicação dirigida ao presidente da Assembleia da República, lamentam o “brusco encerramento” dos serviços da Segurança Social, em Santarém, que fechou portas a 1 de outubro para obras de requalificação, referindo que o encerramento “está a causar inúmeros transtornos aos cidadãos deste concelho, fragilizando a resposta dos serviços públicos de proximidade”.

O documento, também enviado ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, é subscrito não só pelos três deputados eleitos por Santarém – Alexandra Leitão, Hugo Costa e Mara Lagriminha – mas também por alguns dos elementos da Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão.

Os deputados adiantam que tem vindo a ser relatada a total ausência de planeamento para o encerramento, sem a preparação e medidas de adaptação adequadas. “Reconhecendo as razões sanitárias e a necessidade de obras, torna-se de facto incompreensível que não tenham sido asseguradas alternativas que garantam a continuidade do atendimento à população, no concelho”, apontam.

Os deputados querem ainda saber que responsabilidade tem o Centro Distrital de Segurança Social, que “claramente alterou procedimentos” que eram assegurados no passado. “Não entende o Ministério com a tutela da Segurança Social, que deve ser garantida e assegurada a continuidade dos serviços, mesmo durante períodos de obras ou de encerramento temporário por qualquer outro motivo?”, sublinham.

Os eleitos lembram que há cerca de cinco anos, quando os serviços da segurança social foram temporariamente encerrados, foi disponibilizado posto de atendimento na Loja do Cidadão em 48 horas, “o que torna esta situação ainda mais injustificável”.

Os deputados perguntam se foram realizados contactos com a Câmara Municipal de Santarém na tentativa de encontrar uma resposta de cooperação e questionam ainda se a própria autarquia diligenciou alguma medida preventiva sobre o encerramento do balcão. “Para quando uma resposta no Concelho de Santarém? Para quando a conclusão da obra?”, concluem.

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