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Assalto violento deixa idosa entre a vida e a morte


Uma idosa de 78 anos viveu momentos de terror na madrugada de segunda-feira, 8 de Abril, ao ser brutalmente agredida com paus e ferros por um grupo de assaltantes que a sequestrou em sua casa em Casais da Figueira, freguesia de Casével, Santarém, com o intuito de a roubar.

A vítima, Conceição da Silva Pinto, foi encontrada por volta das 9h30, ainda amarrada à sua cama, pelas assistentes sociais da Associação para o Desenvolvimento Social e Comunitário de Santarém (ADSCS) que iam levar-lhe o pequeno-almoço.

Mesmo muito debilitada, a mulher conseguiu contar que foi agredida com grande violência por vários homens de cara tapada, alguns deles com sotaque brasileiro.

A idosa, que reside sozinha num local relativamente isolado e depende da ajuda de uma vizinha e do apoio domiciliário da ADSCS, acabou por ser transportada ao Hospital de Santarém, onde permanece internada em estado muito grave, tendo em conta a sua idade avançada e outros problemas de saúde.

Segundo a Rede Regional conseguiu apurar, Conceição Pinto tem duas filhas, uma emigrada na Suíça e outra a residir na zona de Lisboa, mas não tem contatos permanentes com nenhuma delas.

Os autores do crime, que está a ser investigado pela GNR, terão levado perto de 60 euros, o único dinheiro que a vítima guardava em casa.

Junta de Freguesia exige mais segurança e patrulhamento

O assalto a esta idosa não foi o único caso de insegurança que ocorreu em Casével, esta segunda-feira.

Segundo o presidente da Junta, Carlos Trigo, foram detetados na freguesia dois indivíduos que se apresentaram a várias potenciais vítimas como elementos da Segurança Social, vindos com o propósito de trocar notas de 50 por notas de 20 euros.

"Abordaram ainda três idosos, mas felizmente nenhum deles caiu na esparrela", disse à Rede Regional o autarca local, para quem estes dois casos, ocorridos no mesmo dia, são "exemplos flagrantes da necessidade de reforçar o patrulhamento".

Carlos Trigo queixa-se em concreto do facto de todas as patrulhas da GNR terem passado a sair de Santarém, a cerca de 30 quilómetros de Casével, estando o posto de Pernes a ser utilizado apenas para o funcionamento administrativo.

"Tem sido uma das minhas lutas alertar para o facto de ser necessário ter o posto de Pernes com mais meios, uma vez que qualquer patrulha que saia de Santarém demora mais de meia hora a cá chegar", explicou o presidente da Junta, que lamenta a falta de segurança e o aumento da criminalidade que se regista nas freguesias rurais.

"Infelizmente, penso que estas situações vão ocorrer com maior frequência enquanto não houver uma resposta à altura por parte das autoridades", adiantou ainda Carlos Trigo.

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