Dom, 3 Março 2024

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Artigo de Opinião: “Do Bacoco; dos crimes contra a honra e da Democracia demente”

Deixei há muito de escrever para jornais ou de ter uma coluna minha, mas a paciência tem limites… apesar de ter andado a fazer enorme esforço para não exercer o meu direito democrático de indignação, até aqui contido.


Sem dúvida alguma que estas décadas de democracia bacoca nos trouxeram à vida diária novamente um lápis azul (o tal da censura fascista dos coronéis) só que agora tal lápis é mais grosso e o pigmento mais vivo.
Comecemos pela proliferação e aumento desregrado dos crimes contra o bem jurídico Honra.
O facto é que o cidadão tem medo de falar e de se expressar cabalmente em democracia, criada para o exercício da liberdade pessoal e especialmente da liberdade de expressão ou de imprensa.
Actualmente tudo é ou crime, ou pecado ou não aceite pela igualdade de género.
O vulgar “piropo” está criminalizado – facto típico, ilícito e culposo.
Para ele não existe a liberdade de apreciação do bom ou do belo, mas sempre se lhe atribui o dolo e a sensibilidade da vítima, que do “piropo” sofreu:
-“És gira; és boa como o milho”; acabou.
As raparigas actuais, vítimas agredidas, por se lhes dizer que são boas ou giras, ficaram tão diminuídas e tão frustradas que nem já sabem se o são ou não – o que para elas deve ser uma maravilhosa benesse. Portanto passam a pertencer à classe das “ignoras” por ignoradas pelo legal silêncio.
Mas há mais: não há anúncio publicitário, que para ser aceite socialmente, não tenha que ter como figurantes gente de várias cores e raças.
Não estou a falar de supremacia branca, estou a falar de diferentes cores.
Os portugueses nunca foram racistas, nem nunca o serão, porquanto fomos o povo pai dos mestiços. É que não foram mesmo os holandeses na África do Sul, nem os ingleses nas Índias: foram mesmo os portugueses que se enturmaram com outros povos autóctones de outras paragens.
Ironicamente e como assim é, veja-se o facto do primeiro ministro inglês e do primeiro ministro português – que drama ou naturalidade.
Matem lá o Darwin como quiserem, mas a democracia tem limites do razoável.
Outro dia entrei, por estupidez minha, numa loja, onde vi uma miúda pedir umas collant cor de pele. Ia sendo engolida pela funcionária. Não aguentei e ao ouvido, abordando-a, lhe perguntei de que cor queria as desgraçadas meias e ela respondeu-me – queria incolores.
Exerci a figura de gestor de negócios; mais tarde ratificado o acto pela celebração da compra pelo pagamento e disse à funcionária – ele quer meias da cor da sua própria pele. Não vos digo de que cor era a pela da funcionária – é ilegal e assim ficam sem saber: é proibido.
Sempre fui a favor da diferença na igualdade. Sou mesmo e somente advogado, e jurei defender os direitos, liberdades e garantias do povo na inteira e justa medida do art. 13º da Constituição da República Portuguesa.
Nesse respeito e praxis, ainda não consegui fixar a sigla toda e actual… fiquei pelo LGBT e juro que não entendo o LGBTI+I+turbo/diesel/cdi e pim pam pum.
Mas respeito, de facto, todos. Não se pode agora dizer a palavra “Todos”; terá que ser dita “Todes” por causa do género. Mas qual género na terceira língua mais falada do Mundo?
Que porra é esta?
É que eu também tenho liberdade de me exprimir na minha língua mãe e de achar que não pode ser desvirtuada por doidos.
A liberdade construída não deve ser danificada e teremos nós que a garantir: sim o povo que é quem mais ordena, onde eu me incluo. “Todes”.
A envelhecida democracia esclerosada ou com fortes indícios de Alzheimer foi evoluindo e evoluiu tanto que trata o povo da maneira que o trata… como espoliado contribuinte, por uma classe política vergonhosa e incapaz de cumprir bazucas ou outros programas comunitários – nem com o dinheiro na mão! Bolas! Irra!
Mas o que querem que eu diga como produto duma família perseguida durante 49 anos?
Que querem que eu diga da maneira como se tratam os professores neste mísero país? Que desrespeito é este pela classe que forma as inteligências e as estimula?
Que querem que eu diga sobre a justa luta dos mesmos – que a capital Lisboa está cheia de vagas porque não há professor que possa aceitar tais horários por tais custos de alojamento?
Que querem que eu diga do Direito Constitucional de acesso à Justiça para todos, que os Advogados, somente os Advogados, à custa dos seus meios económicos, suportam, em prol do povo e que, a tarde e a más horas, perante o Apoio Judiciário, o Estado manhoso lhes paga duzentos euros? Sim, duzentos euros; duma tabela de honorários que vai fazer vinte anos que não aumenta. Vergonha… vigarice… que é como a disquete sarmenta.
Que querem que eu vos diga da justa luta dos funcionários da Justiça? Têm toda a razão e são tratados abaixo de cão!
Que vergonha, que democrático, que igualitário!
E a habitação e inerente especulação e da forma papalva como o Estado trata este drama? Bater palmas?
Que devo achar da igualdade existente entre o nível salarial dum médico e dum técnico operacional? Pois se não é igual, parece.
E sobre a democracia aplicada ao jovem licenciado que tem vindo a ver diminuído o seu primeiro salário base médio de 1.500€ para 1.300€ e a fuga para o estrangeiro dos nossos jovens cérebros por estes motivos?
Temos mesmo que olhar para a democracia e termos sempre “um olho no burro e outro na minoria étnica”. Manda a cautela.
A democracia não fomentou o espírito critico e a liberdade individual do cidadão… mas já contem ideias virais de separar, nas capoeiras, os galos das galinhas perseguidas por estes, quais vítimas de violência doméstica, que fogem deles, desses galos violadores e se aleijam e enervam.
Não, não é assim.
“o cão tem que ser cão e o gato tem que ser gato”
Mas a gota que me fez transbordar o “copo” ou a “copa” ou cope (para não ter género) foi mesmo a última medida gizada para os licenciados:
– Quatro bilhetes da CP
– Um cheque livro para o recém licenciado e
– Uma semana numa pousada da juventude.
Bilhetes de comboio para irem onde?
No fim de um curso superior dá-se aos doutores um cheque livro? O que os doutores queriam mesmo e teria esse direito era a um disparate, depois de terem feito todo certo… propondo-se antes um charro, embora venha a ser proibido fumar nas praias, enquanto a India só se preocupará com a pegada carbónica em 2080.
E quanto à semana na pousada da juventude proponho que os mesmos sejam bons hotéis… pode ser o Ritz Vêndome em Paris ou o Hilton de Amsterdão!
Isto tudo me enoja na justa medida da tributação de que sou vítima, ora são 40% de IRS, ora são 28% nos rendimentos prediais, ora é o preço dos combustíveis, com os Bancos a renderem milhões ao dia e as GALP com lucros pornográficos.
Depois deste artigo o Ministério das Finanças vai mandar-me fazer uma inspecção fiscal (tão aleatória como são sempre que troco de carro). Nasci habituado aos esbirros do antigo regime, e a este de agora trato-os como meninos de coro.
Ai, mas se isso acontecer, prometo que vos falarei de Lisboa: num artigo Mendes… sendo que nuca nos devemos esquecer que existiu sempre um arquitecto supremo que sabe de tudo.
E está calada Maria do Céu, pois ias a seguir e a alta velocidade… todos na senda dos três pontos.
Por tudo isto e no exercício da liberdade de expressão de que sou titular desde o 25 de Abril de 1974, vos escrevo isto… mas sem medos ou amarras, pois cá em casa todos nós, e ao longo dos regimes já sofremos por isso.
Portanto Costa, retribuo-te o que já me deste e na mesma proporção:
– Costa fuck you too, que o céu está tão bonito.

Artigo de opinião:
António Velez – Advogado

 

 

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