Seg, 15 Julho 2024

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Arrependimento e aselhice safam falsos polícias da prisão

Os três falsos polícias de Salvaterra de Magos que assaltaram um pesado de mercadorias e sequestraram o motorista em Aveiras de Cima foram condenados a quatro anos de prisão, em cúmulo jurídico, pelos crimes de roubo e sequestro.

Apesar de ter levado em consideração a gravidade dos actos praticados pelos arguidos, o colectivo de juízes do Tribunal de Benavente decidiu suspender a execução da pena tendo em conta “a verdadeira trapalhada” e o “enorme grau de amadorismo com que o assalto foi planeado e executado”.

Entre outros aspectos, o tribunal teve em conta o facto dos arguidos terem abraçado o condutor do pesado durante o roubo porque estavam com pena dele, e de não terem levado mais carga porque se sentiram mal com o que estavam a fazer.

Os homens, de 33, 35 e 38 anos, confessaram integralmente os factos e mostraram-se profundamente arrependidos e envergonhados, durante as sessões do julgamento, que terminou na quinta-feira, 12 de Abril.

O crime ocorreu a 15 de Maio de 2010, quando o trio perseguiu o camião da Luís Simões Transportes desde Alverca até Aveiras de Cima, já no IC2, onde colocaram pirilampos no tejadilho do carro para se fazerem passar por agentes da autoridade e mandar encostar o motorista. De seguida, dois dos arguidos apareceram encapuzados e ameaçaram com um martelo o condutor, que foi atado e transportado até à zona de Pedreiras, Alenquer. Aí, roubaram da galera oito televisores e um micro-ondas, avaliados em cerca de 4.500 euros.

Os ladrões acabaram por abandonar o motorista na galera do pesado com as mãos mal atadas e com o telemóvel no bolso, facto que também é relevado no acórdão para sublinhar a inexperiência e a atrapalhação dos autores do crime.

Um deles é um ex-funcionário da empresa de transportes que tinha sido despedido, ao passo que outro também confessou em tribunal que só aceitou participar no assalto porque precisava de dinheiro para os tratamentos da filha menor, que tem uma doença rara.

Os dois homens que compraram os artigos também foram arguidos neste processo e foram condenados a multas de 400 e 660 euros, pelo crime de receptação. Os objectos acabaram por ser todos recuperados pelas autoridades e devolvidos ao proprietário.

Um dos três falsos polícias foi ainda condenado a uma multa de 1.020 euros por detenção de arma proibida, encontrada na sua residência pela Polícia Judiciária durante uma busca domiciliária.

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