Um vereador do PS na Câmara Municipal de Tomar defende que é necessária uma intervenção urgente por parte do Estado no Aqueduto dos Pegões, uma estrutura com mais de 400 anos e que apresenta sinais preocupantes de instabilidade.
Segundo José Delgado, que é também engenheiro técnico civil, a situação é “muito grave” porque há um risco eminente de colapso, pelo que deve ser interdita, de imediato, a circulação de visitantes no monumento, também conhecido localmente pelo Aqueduto do Convento de Cristo.
“O que está em causa não é apenas a salvaguarda do património, mas também a segurança das pessoas”, disse José Delgado à Agência Lusa, acrescentando que existem sinais evidentes de instabilidade estrutural, fissuras visíveis a olho nu, infiltrações de água e ausência de guardas de proteção.
Construído entre 1593 e 1614, durante o reinado de Filipe I de Portugal, o Aqueduto dos Pegões foi projetado para abastecer o Convento de Cristo, sede da antiga Ordem de Cristo, e tem cerca de 6 quilómetros de extensão e 30 metros de altura máxima.
Está classificada como Monumento Nacional desde 1910, e, de acordo com a Lusa, nunca beneficiou de obras de fundo, à exceção de uma empreitada em 2018, que reforçou apenas quatro pilares, num investimento de cerca de 425 mil euros, comparticipado em 85% por fundos comunitários.
O presidente da Câmara Municipal de Tomar, Tiago Carrão informou que a situação já foi comunicada à ministra da Cultura, e que a autarquia vai solicitar reuniões com diversos ministérios e secretarias de Estado ainda durante o mês de janeiro.
































