Segundo os queixosos, o novo imóvel está encostado a várias janelas, tanto na fachada lateral como nas traseiras, e rouba-lhes a visibilidade e a privacidade, pois vão ficar com varandas por cima de quartos de dormir e cozinhas.
“Exigimos respeito pelas pessoas que moram aqui há 33 anos”, disse à Rede Regional Isabel Rocha, a porta-voz dos moradores, que questionam a legalidade da obra, sobretudo no que se refere à área de terreno que está a ocupar.
À Rede Regional, a Câmara de Rio Maior garante que a empreitada, os lotes 3 e 4 do edifício multifamiliar Pé da Ribeira II, cumpre integralmente o projeto aprovado na autarquia, que recebeu alvará para construção em novembro de 2019.
Perante as reclamações dos moradores, os serviços de fiscalização já se deslocaram ao local e não encontraram quaisquer irregularidades em relação às regras urbanísticas que a obra deve cumprir.
“Se foi aprovado, então foi mal aprovado, porque qualquer um vê que isto não se faz”, contrapõe Isabel Rocha, explicando que os moradores levantam muitas dúvidas em relação à vistoria que foi feita pela Câmara de Rio Maior.
O assunto vai mesmo chegar aos tribunais, pois os moradores já constituíram advogado e vão entrar com uma providência cautelar, cabendo à justiça a última palavra neste caso.
Os queixosos esperam que a justiça seja rápida a decidir, pois a obra está em construção e cresce em altura de dia para dia.































