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Ambientalistas pedem intervenção do governo na poluição do Alviela

Na sequência do último episódio grave de poluição no Rio Alviela em Pernes, concelho de Santarém, registado no passado dia 9 de dezembro, várias organizações ambientais lançaram um apelo ao governo para que firme um compromisso para a salvaguarda da qualidade ecológica deste curso de água e garanta a qualidade de vida das populações.

Este movimento integra o GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente), a CLAPA (Comissão de Luta Anti-Poluição do Alviela), o proTEJO – Movimento pelo Tejo, a WWF Portugal, a FAPAS – Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade, a ZERO (Associação Sistema Terrestre Sustentável), a SPEA | BirdLife, a LPN (Liga para a Protecção da Natureza) e ainda a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza.

Em comunicado, estas organizações sublinham “a incompatibilidade entre o investimento em atividades de restauro ecológico e os episódios de poluição recorrentes no Rio Alviela, com consequências graves aos níveis ecológico, social e económico”.

A trabalhar no restauro ecológico do Rio Alviela desde 2022, a coordenadora do programa Rios Livres GEOTA, Ana Catarina Miranda, salienta que “um problema de base tão grave como os episódios de poluição recorrentes no Rio Alviela acaba por tornar desajustado o trabalho que fazemos no GEOTA, que foi até premiado a nível internacional, de promover no Alviela a reabilitação fluvial e o reencontro das comunidades com o rio”.

Penélope de Melo, presidente da CLAPA, organização centrada desde 1976 na ação contra a poluição do Alviela, manifesta ser “inaceitável, após meio século de luta, que as descargas no rio Alviela persistam sem haver por parte da administração central resposta eficaz, preventiva e estrutural”.

As Organizações Ambientais “consideram essencial que a administração central, através das diversas entidades e competências de atuação, implemente soluções estruturais, com responsabilidades claramente definidas, mecanismos de controle eficazes e prazos de implementação concretos”, apontando “para a necessidade de pôr em funcionamento mecanismos efetivos e transparentes de monitorização, fiscalização e responsabilização”.

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