Sex, 14 Junho 2024

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Agricultores queixam-se da falta de água no Tejo

Os baixos caudais do rio Tejo, controlados na barragem de Alcântara, em Espanha, continuam a afetar culturas e a provocar elevadas perdas entre os agricultores dos concelhos de Abrantes e Constância.


“Nos últimos 15 dias, a água tem sido uma desgraça. A barragem de Alcântara está com 44% da sua capacidade e não tem libertado nada. No troço entre Abrantes e Constância, os agricultores têm tido graves problemas para regar o milho e têm tido quebras de produção muito elevadas”, disse à Agência Lusa o presidente da Associação de Agricultores de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação, Luís Damas.
O responsável referiu que se trata de “uma área de cerca de 1.200 hectares afetada pela falta de água” com perdas da ordem dos 30 a 40%, sobretudo na produção de milho, embora culturas de trigo e girassol e zonas de olival, amendoal e macieira também tenham sido atingidas.
“Um hectare que tenha capacidade para produzir 15 ou 16 toneladas está a produzir apenas 10”, quantificou Luís Damas, acrescentando que a falta de água traz outros problemas graves, como o facto de as bombas de água ficarem danificadas por puxarem areia e detritos e terem de ser substituídas.
O líder da associação acrescentou que o Tejo “está um regato, uma autêntica ribeira”, e sublinhou que o vento e o calor dos últimos dias agravaram a situação, “porque os terrenos têm secado muito e os agricultores não conseguem compensar estas condições”.
Luís Damas reafirmou que o problema está identificado há muito e prende-se com a irregularidade do volume de água libertado a partir da barragem de Alcântara, explorada pela empresa elétrica espanhola Iberdrola, que, na sua opinião, “gere os caudais economicamente e não olha para a parte ecológica e tudo o que envolve o rio, nomeadamente a necessidade de ter um caudal com estabilidade, não só por causa da rega, mas também por toda a fauna e flora envolvente”.
Luís Damas acrescentou que a situação já foi comunicada à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e à ministra da Agricultura e que recebeu uma resposta do gabinete de Maria do Céu Antunes dizendo que o Governo está atento e a tentar negociar.

 

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