O arguido, de naturalidade angolana, foi condenado em março de 2018 a três anos de prisão efetiva pelo crime de violência doméstica na forma agravada, mas, depois de ter escrito várias cartas de amor, a vítima acabou por perdoá-lo durante o tempo que esteve recluso, indo inclusivamente visitá-lo às cadeias de Leiria e Sintra.
O homem saiu em liberdade condicional em abril de 2020 e foi viver com a companheira e a sua filha menor, de 12 anos, no concelho de Alcanena.
Poucos meses depois, segundo o processo a que a Rede Regional teve acesso, voltou a consumir substâncias ilícitas e bebidas alcoólicas em excesso, e começou a ameaçar de morte e a bater com violência na mulher, acusando-a de o ter traído enquanto esteve na cadeia.
Entre outubro de 2020 e março deste ano, até à detenção do arguido, a vítima e a filha menor viveram num verdadeiro clima de terror, com agressões que levaram a mulher ao hospital, ofensas constantes e medo que o arguido atentasse contra as suas vidas.
No dia 23 de março, depois de ter sido assistida no Hospital de Torres Novas, a mulher, acompanhada pela GNR de Alcanena, foi a casa para ir buscar os seus pertences, tendo encontrado um dos seus cães morto e escondido debaixo de um colchão, além dos sofás rasgados e de vários eletrodomésticos destruídos.
O arguido, que acabou por ser detido poucos dias depois, vai responder no Tribunal de Santarém por um crime de violência doméstica na forma agravada e como reincidente, e um crime de maus tratos a animais de companhia.
































