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Advogado pede para homicida ser tratado como doente

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O advogado de defesa de Daniel Neves, o jovem acusado da morte violenta de um amigo de 14 anos em Salvaterra de Magos, defende que o arguido deve ser tratado como alguém doente e não como um homicida.

O crime “não foi premeditado e resultou de uma circunstância casuística” na sequência de “uma briga que não correu bem”, frisou Santos de Oliveira à saída da primeira audiência do julgamento, que começou esta segunda-feira, 4 de abril, no Tribunal de Santarém.

Na opinião do advogado, Daniel Neves deve ser sujeito a um tratamento psicológico “intenso”, uma vez que tem uma doença psicológica grave diagnosticada, a bipolaridade.

Nesta sessão, que também ficou marcada pela presença emocionada da mãe da vítima, Filipe Diogo (que tinha 14 anos à data dos factos, Maio de 2015), Daniel Neves confessou ter desferido os golpes fatais, mas sustentou não ter tido intenção de matar o jovem.

O jovem, atualmente com 18 anos e detido na Prisão Escola de Leiria, afirmou que, aquando do crime, não estava a tomar a medicação para a doença bipolar que lhe havia sido diagnosticada.

Arguido afirma não ter tido intenção de matar

Acusado pelo Ministério Público (MP) dos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver, Daniel Neves deixou um relato confuso ao coletivo de juízes, que lhe pediu sucessivos esclarecimentos e encontrou divergências nas afirmações que foi proferindo em sede de julgamento.

O arguido confirmou o encontro com Filipe Diogo na noite de 11 de maio de 2015, no apartamento onde ocorreu o crime, sustentando ter sido a vítima a pedir-lhe ajuda para “resolver uns stresses” relacionados com a aquisição de haxixe.

Na sequência da discussão que se gerou entre ambos, já no imóvel em Salvaterra de Magos, o arguido confessou ter agredido o amigo com um tubo de ferro, na cabeça e no corpo, tendo saído com a sensação que “ele não tinha ficado bem”.

Segundo o agressor, a contenda entre ambos estava relacionada com dívidas de droga, uma vez que era Daniel quem defendia o amigo perante uns delinquentes de Vila Franca de Xira, e não com a posse de bens, como roupa e ténis, como afirma a acusação do MP.

Daniel disse ter entrado em pânico

santaremhomicidiosalvaterrajulgamento02O arguido disse ainda que só regressou ao apartamento no dia 13 de maio (quando a família de Filipe Diogo já andava à procura dele), tendo então entrado em pânico e tentado esconder o cadáver no sótão do prédio.

O jovem mostrou dificuldades em relatar pormenores e salientou ainda que “não é fácil” recordar-se do que se passou porque “está tudo muito à flor da pele”, mas, respondendo a uma questão de Santos de Oliveira, afirmou que nunca teria agredido a vítima da forma como o fez, e que saiu convencido de que ele estava vivo.

O advogado de Daniel Neves requereu a inquirição do psicólogo que atualmente acompanha o jovem para desfazer a ideia de que se trata de “um psicopata que agiu com frieza”.

O causídico, que pegou no caso há menos de um mês (é o 3º defensor do arguido), explicou que aceitou defender o jovem por ser “um rapaz com problemas psicológicos que precisa de ser ajudado”.

“Não posso acreditar que o meu filho não vai voltar”

A sessão deste julgamento ficou também marcada pelo depoimento emocionado da mãe de Filipe Diogo, atualmente a residir no Luxemburgo, e que se constituiu assistente no processo.

A mulher relatou ao coletivo de juízes o que sucedeu logo desde a noite em que o filho foi dado como desaparecido, depois de ter ido às festas de Salvaterra de Magos, tendo acusado o arguido de a ter andado a enrolar até à Polícia Judiciária ter desvendado o crime.

A família, que desconhecia qualquer amizade entre Filipe e Daniel, suspeitou do envolvimento deste último logo desde o momento em que várias testemunhas afirmaram ter visto o arguido com roupa da vítima.

Nesses dois dias, foi o próprio Daniel quem se voluntariou para dar informações sobre os acontecimentos, mas falou sempre que a vítima mortal tinha entrado num carro com rapazes perigosos de Vila Franca de Xira.

As sucessivas mentiras acabaram por adensar as suspeitas do seu envolvimento no crime, explicou a mãe de Filipe ao coletivo de juízes, que negou também que o filho consumisse drogas ou sequer fumasse cigarros.

“Não sou capaz de pensar que o meu filho não volta mais, porque assim não seria capaz de viver”, disse a mulher, a chorar e sempre na presença do arguido, acrescentando que emigrou desde outubro de 2015 porque precisava de se afastar da terra, onde tudo lhe faz lembrar o homicídio de Filipe.

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