A GNR anunciou esta terça-feira, 7 de novembro, a detenção de 17 pessoas por suspeitas de ligação a uma rede internacional de furto, desmantelamento e envio de veículos para o continente africano.
A rede operava sobretudo na Grande Lisboa, sendo pontualmente alargada para distritos periféricos como Santarém e Setúbal, onde furtavam os veículos que, depois de desmantelados, vendiam as suas peças em território nacional.
As partes mais valiosas, como o motor e as caixas de velocidades, eram enviadas para África, através de contentores, designadamente para Cabo Verde. O material considerado inútil ou sem valor comercial era depositado em sucateiras, para destruição, garantindo desta forma o lucro total em todas as partes dos veículos furtados.
A operação, denominada ‘African Car’, envolveu 320 militares e civis, e foi realizada na segunda-feira pelo comando territorial de Lisboa, e foi o culminar de uma investigação de sete meses, que visava a prática do crime de furto qualificado de mais de 40 veículos ligeiros de mercadorias e ligeiros mistos”.
Os militares efetuaram 15 buscas domiciliárias, 16 não domiciliárias e cumpriram 21 mandados de busca a veículos, resultando nas 17 detenções, 14 das quais por furto qualificado, duas por permanência ilegal no território nacional e uma por posse de arma proibida.
No decurso da operação, a GNR apreendeu ainda cerca de uma centena de chaves de automóvel, 47 documentos de identificação de veículo, oito veículos ligeiros, três motociclos, centenas de documentos, seis canhões de automóveis, 188 doses de haxixe, 17 computadores, 42 telemóveis, 31 cartões SIM, uma caçadeira de canos serrados, uma pistola 6.35 milímetros, 18 cartuchos e 1.734 euros em numerário, entre outros objetos
O comunicado indica que foram aplicadas contraordenações no valor global de 232.000 euros, oito delas por incorreta gestão de resíduos, seis referentes a matéria de condições no trabalho, três por falta de licenciamento e uma para suspensão da atividade.
A operação ‘African Car’ envolveu 320 militares e civis, contando com o apoio da Polícia de Segurança Pública, Autoridade Tributária, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, Autoridade para as Condições do Trabalho e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.































