O presidente do Conselho de Administração da ULS Lezíria, entidade responsável pela gestão do Hospital Distrital de Santarém (HDS), anunciou esta segunda-feira, 23 de fevereiro, o objetivo de construir um novo edifício, no espaço de atual heliporto, para acolher áreas como uma nova unidade de cirurgia de ambulatória, cuidados intensivos, cuidados intermédios, esterilização, um novo espaço para o hospital de dia de oncologia, e uma equipa multidisciplinar de intervenção cardiovascular, ficando o heliporto no topo desse edifício.
Convidado para estar na reunião do executivo municipal de Santarém desta segunda-feira, 23 de fevereiro, Pedro Marques, que esteve acompanhado por outros elementos do Conselho de Administração da ULS, explicou que essa obra terá de ser feita com recursos a financiamento do Estado e eventualmente comunitários, mas, sem avançar previsões, diz que o assunto já está a ser tratado, nesta fase tentando obter garantias de execução do projeto e respetivo financiamento.
Pelo caminho ficou o projeto de construir mais um piso por cima da área de consultas externas, uma vez que os estudos geotécnicos mostraram que a estrutura não aguentava esse piso adicional.
Pedro Marques falou ainda na urgência de concluir os investimentos na área da energia elétrica, cujo reforço de abastecimento é essencial porque o hospital não recebe atualmente potência energética suficiente para as necessidades, o que limita, por exemplo, a possibilidade de climatizar devidamente algumas zonas.
Em obra está também a alteração da rede de águas e saneamento, enquanto a empreitada para a deslocalização da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) para a zona da portaria foi iniciada recentemente.
Como investimentos prioritários, o presidente do Conselho de Administração da ULS salientou ainda a necessidade da criação de uma parceria público-privada (PPP) na área da radioncologia e radioterapia, áreas concessionadas a um privado há 15 anos e recentemente renovada por mais 5 anos, de forma a que o parceiro privado possa realizar investimentos que permitam ao HDS assumir-se como área de referência nestes serviços entre Lisboa e Coimbra.
CÂMARA PROMETE INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS PARA NOVO CENTRO DE SAÚDE
Na mesma reunião, o presidente da Câmara de Santarém, João Teixeira Leite, assumiu o compromisso de a autarquia disponibilizar, “nos próximos meses”, um edifício na antiga Escola Prática de Cavalaria, para que os cerca de 7 mil utentes do concelho que não têm médico de família, possam ter o devido acompanhamento.
Segundo João Leite, estas instalações serão provisórias, uma vez que foco do município é construir um novo centro de saúde no planalto, mais concretamente no Campo Infante da Câmara. Segundo disse, o município já está a tentar encontrar financiamento junto do poder central para que este projeto se possa concretizar.
Antes, Pedro Marques havia referido que no concelho de Santarém, fruto do aumento da população, há atualmente 7.356 utentes sem médico família, o que justificaria a criação de uma nova unidade de saúde familiar. “Mesmo que tivéssemos mais médicos, não tínhamos espaço para os colocar”, explicou.

































