O Movimento de Pescadores pelo Tejo promoveu este sábado, 20 de fevereiro, uma manifestação de protesto contra a poluição no rio Tejo, que incluiu a queima simbólica de um barco de pesca.
Citado pela agência Lusa, Mário Costa, membro do Movimento de Pescadores Pelo Tejo, explicou que “o objetivo da manifestação é sensibilizar as empresas e as entidades competentes para o drama dos pescadores do Tejo que estão a acabar.
Este responsável adiantou ainda à mesma fonte que os pescadores afetados, cerca de mil, vão entrar com uma ação judicial, por uma década de inatividade e de prejuízos, cujo valor a reclamar ronda os 50 milhões de euros.
“Parte do processo já deu entrada e iremos também recorrer ao tribunal europeu”, garantiu Mário Costa, acrescentado que os pescadores são primeiros lesados pela poluição.
A manifestação, que decorreu junto ao cais de Vila Velha de Ródão, juntou cerca de duas dezenas de pessoas, entre pescadores e população de Vila Velha de Ródão e várias localidades ribeirinhas, entre as quais Golegã, Azinhaga e Vila Nova da Barquinha.
Num dia em que a água do rio voltou a estar preta e com mau cheiro, o protesto contou também com a presença de três deputados do PSD, CDS-PP e Bloco de Esquerda, eleitos pelo círculo de Santarém, Duarte Marques, Patrícia Fonseca e Carlos Matias, respetivamente.
Duarte Marques disse à Lusa que a “pressão política” que está a ser feita sobre as empresas e sobre o próprio Estado “já se está a revelar vantajosa”, uma vez que as empresas já “estão a começar a mexer”.
Carlos Matias disse estar, antes de mais, em solidariedade com os pescadores e com as populações ribeirinhas daquela zona que estão a ser vítimas da poluição no Tejo.
Patrícia Fonseca garantiu que o partido tem acompanhado esta situação e explicou que, com esta presença, quis manifestar o apoio aos que lutam contra a poluição.






























