A nova Unidade de Saúde Família (USF) Marquesa da Alorna, em Almeirim, foi inaugurada esta quarta-feira, 30 de abril. O equipamento, que já está em funcionamento desde março, reforça a rede de prestação de cuidados de saúde primários no concelho de Almeirim, que conta agora com uma cobertura de 90% de utentes com médico de família, e capacidade para prestar cuidados médicos a todos os cerca de 8 mil utentes inscritos das freguesias de Almeirim e Raposa.
Na inauguração, que decorreu ao início da tarde, a médica coordenadora desta nova USF, Sara Tainha, também ela recém-chegada ao concelho, explicou que a unidade conta com 3 médicos em horário completo, mais 4 a meio tempo, a que se juntam 4 enfermeiros e dois assistentes técnicos.
Há mais uma médica que se espera possa entrar ao serviço em breve, que assumirá os ficheiros das médicas a tempo parcial, a que se juntam outras duas médicas que prestarão serviço na extensão de Benfica do Ribatejo, elevando o número de médicos para 6 a tempo inteiro.
Sara Tainha explica que esta tipologia de USF permite uma resposta mais programada aos utentes, sem necessidade de irem de madrugada para “apanhar” consulta, sendo que os doentes com doença aguda têm garantida resposta no próprio dia.
A médica coordenadora da nova USF Marquesa de Alorna, a segunda em Almeirim, onde existe também a USF Cortes de Almeirim, aproveitou a inauguração para agradecer a disponibilidade e agilidade da Câmara de Almeirim na resposta às várias solicitações, assim como o apoio do Conselho de administração da ULS Lezíria, que permitiu “fazer deste sonho uma realidade”.
O presidente da ULS Lezíria, Pedro Marques, reconheceu que este foi um processo que não foi fácil, um “parto difícil” que só foi possível concretizar com um esforço resiliente e constante. O dirigente agradeceu também o papel do Município de Almeirim “pela força e disponibilidade em todas as alturas”, esperando que essa colaboração se mantenha no futuro alargamento da USF Marquesa de Alorna, a 17ª da ULS Lezíria.
Ninguém fica sem médico
Na sua intervenção, o presidente da Câmara de Almeirim, Pedro Ribeiro, fez um apanhado dos vários momentos difíceis da saúde em Almeirim nos 12 anos que leva de presidência, nomeadamente o ano de 2014, com a saída de várias médicas, que deixou a prestação de cuidados médicos bastante limitada.
Pedro Ribeiro referiu que a autarquia esteve sempre disponível para encontrar soluções para garantir estas prestações de serviço, enumerando também a requalificação dos espaços de atendimentos em vários locais do concelho, e recordando que as extensões de Raposa e Marianos estiveram encerradas durante algum tempo, o mesmo acontecendo em Paço dos Negros.
O autarca salientou a importância de manter os cuidados de saúde junto das pessoas e mostrou-se satisfeito por terem deixado de existir as filas durante a madrugada para apanhar a consulta do dia.
“É sempre fantástico? Não. Mas hoje temos uma situação diferente. 90 por cento dos utentes têm médico de família e todos têm capacidade de acesso. Nunca será possível serem todos àquela hora, de imediato, mas o pior que podemos fazer ao Serviço Nacional de Saúde é estar permanente a criticá-lo sabendo que ao longo dos anos temos tido mais consultas, mais cirurgias, no fundo melhor resposta”, disse Pedro Ribeiro.
O presidente da Câmara de Almeirim falou também do projeto de requalificação e ampliação do espaço, que já tem mais de 20 anos, cujo concurso deverá ser lançado no próximo mês. “Vai trazer problemas mas estou certo que no final ficaremos claramente com melhores condições e com mais capacidade para responder”, disse.
A autarquia já adquiriu um terreno contíguo para a ampliação e o investimento global (ampliação e requalificação) será de cerca de 5 milhões de euros.


































