A Maternidade da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo), localizada em Abrantes, atingiu em 2025 um marco relevante da sua atividade assistencial ao ultrapassar os 800 partos anuais, registando 823 nascimentos, face aos 755 partos verificados no ano anterior, um aumento de cerca de 9%.
Segundo os dados revelados esta sexta-feira, 30 de janeiro, do total de bebés nascidos, 400 são meninas e 423 são meninos. A maternidade mantém uma forte ligação ao território, com 40% dos partos correspondentes a utentes do concelho de Torres Novas, 30,7% ao concelho de Abrantes e 14,7 por cento do concelho de Tomar, assumindo-se como uma resposta estruturante para a população da região do Médio Tejo.
Paralelamente, verifica-se um reforço do papel da maternidade enquanto unidade de referência suprarregional. Cerca de 14% dos nascimentos (115 bebés) dizem respeito a utentes provenientes de fora da área de abrangência da ULS Médio Tejo, destacando-se os concelhos de Santarém, Leiria e Caldas da Rainha, responsáveis por 98 desses partos.
Durante o ano de 2025 registaram-se 12 partos de gémeos, correspondendo a uma média mensal, e 7,29% dos partos foram pré-termo, enquadrados numa resposta integrada com a Unidade de Neonatologia, cuja articulação clínica continua a ser determinante para assegurar cuidados especializados aos recém-nascidos que deles necessitam.
Em linha com a realidade observada noutras maternidades da região de Lisboa e Vale do Tejo, a Maternidade de Abrantes registou cerca de um terço de nascimentos de mães de nacionalidade não portuguesa, correspondendo a um total de 25 nacionalidades distintas, entre as quais as nacionalidades brasileira e angolana representam cerca de três quartos destes partos.
O Presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, Casimiro, sublinha a importância estratégica da Maternidade e da Neonatologia no contexto nacional: “Apesar das dificuldades que têm obrigado a constrangimentos pontuais, a Maternidade de Abrantes afirma-se hoje como uma resposta segura, diferenciada e centrada nas pessoas, graças ao profissionalismo das equipas e à capacidade de integrar cuidados ao longo de todo o percurso materno-infantil”, disse.
































