Ter, 16 Julho 2024

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Hospital de Tomar realiza cirurgia pioneira que cura problema urinário

Uma equipa do Hospital de Tomar realizou com sucesso um procedimento cirúrgico altamente inovador no Serviço Nacional de Saúde (SNS) num utente que, apesar de ter vencido um cancro na bexiga, mantinha um severo problema urológico que afetava toda a sua qualidade de vida.

Carlos Freire, tinha sido operado três anos antes e vencido um cancro na bexiga, mas, na sequência dos tratamentos oncológicos que resultaram na recuperação plena e recidiva da doença oncológica, desenvolveu uma estenose da uretra, doença que afeta maioritariamente o sexo masculino e que causa o estreitamento da uretra, levando a uma diminuição do fluxo de urina a partir da bexiga para o exterior.

Na prática, a estenose uretral leva os doentes a não conseguirem urinar. Em casos mais graves, como o deste utente, há retenção integral da urina na bexiga.

“Não consigo ter uma vida normal, estar longe de uma casa-de-banho, passear, viajar, e sofro de outros problemas, como as algálias. É muito desconfortável”, explicou Carlos Freire, que foi operado três vezes, sem sucesso, nos últimos dois anos

A equipa do serviço de Urologia da ULS Médio Tejo, liderada por João Carlos Dias, encontrou agora uma alternativa eficaz, numa abordagem pioneira no SNS. 

Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, que previne o crescimento de novo tecido cicatricial que muitas vezes retorna nesta patologia, causando as recidivas de bloqueios da uretra que este utente cronicamente sofria.

Este tratamento inovador, muito recente no mundo e no país, consiste num balão endoscópico que é introduzido na uretra. Após ser insuflado no estreitamento que provocava a patologia, esta abordagem oferece alívio imediato.

Por ser minimamente invasiva, a cirurgia causa menos dor e sangramentos, comuns na abordagem tradicional, e uma rápida recuperação: a maioria dos pacientes retoma suas atividades normais no dia seguinte ao procedimento. 

Apesar de ser a primeira vez que o procedimento foi realizado, João Carlos Dias explica que esta abordagem representa um avanço significativo no tratamento da estenose ureteral, oferecendo uma alternativa menos invasiva e mais eficaz para muitos pacientes.

“O procedimento foi um sucesso absoluto. Estamos todos muito satisfeitos: esta cirurgia fez realmente a diferença na vida do nosso utente. Os sintomas da doença foram mitigados e a qualidade de vida do paciente melhorou de imediato. Esta técnica está associada a uma alta taxa de sucesso. Estudos a nível internacional apontam para doentes que a realizaram com sucesso, sem necessidade de reoperação ao fim de um e três anos”, explica.

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