A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) registou, em 2025, um crescimento da atividade de doação de órgãos, consolidando um percurso que, desde 2009, a distingue no panorama nacional.
Ao longo do último ano, foram identificados seis dadores em morte cerebral, dos quais resultou a colheita de 16 órgãos vitais — dois pulmões, dois corações, seis fígados e seis rins —, representando um aumento face a 2024, ano em que tinham sido colhidos 14 órgãos (oito fígados e seis rins) provenientes de nove dadores.
A ULS Médio Tejo, que serve uma população de cerca de 170 mil utentes, alcançou assim, em 2025, uma taxa de 35,3 dadores por milhão de habitantes e 94,1 órgãos colhidos por milhão de habitantes, com uma média de 2,7 órgãos por dador.
Em 2025, a idade média dos dadores foi de 48 anos, inferior ao habitual, com idades compreendidas entre os 33 e os 85 anos. Quatro dos dadores eram do sexo masculino e dois do sexo feminino. As causas associadas à morte cerebral dos dadores apresentaram também um padrão distinto do habitual, com três casos de paragem cardiorrespiratória, dois de acidente vascular cerebral hemorrágico e um de trauma cranioencefálico.
Lucília Pessoa, médica intensivista e coordenadora hospitalar da doação de órgãos da ULS Médio Tejo, sublinha: “A doação de órgãos entre seres humanos é, sem dúvida, um dos gestos mais altruístas que existe, e cada processo de doação representa um momento de enorme exigência clínica e humana”.































