Rui Serrano, vereador eleito pelo PS que chegou a ser vice-presidente da Câmara de Tomar, renunciou aos pelouros que estavam sob a sua gestão, dizendo “não confiar” na atual “liderança política” da presidente Anabela Freitas.
Numa carta tornada pública esta terça-feira, 30 de agosto, Rui Serrano começa por dizer aos cidadãos de Tomar que “este, claramente, não é o meu executivo”, explicando depois os motivos que o levaram a tomar a decisão de renunciar aos pelouros, mas não ao mandato que lhe foi atribuído pelos eleitores.
Pela leitura da carta, percebe-se que a saída do chefe de gabinete e atual companheiro da presidente da Câmara, Luís Ferreira, em janeiro deste ano, foi assunto que não ficou bem resolvido.
“Os diversos casos, temas e assuntos, que no âmbito das minhas competências foram inúmeras vezes ultrapassados e colocados em causa, não só por quem liderava o município, mas claramente também por quem ultrapassava as suas obrigações e responsabilidades enquanto chefe de gabinete, levou a que a situação se agudizasse, culminando em desacordos que se tornaram incontornáveis e insuportáveis, do ponto dos princípios e da forma de exercer o poder autárquico”, escreve Rui Serrano, recordando os motivos que o levaram renunciar aos pelouros da primeira vez, antes da saída de Luís Ferreira da Câmara.
“Encontrada internamente a solução política de estabilidade e credibilidade para este executivo, que se traduziu na saída do chefe de gabinete, acreditei que era possível recuperar a confiança dos que nos elegerem”, continua o vereador, dizendo logo de seguida que “infelizmente constatei que a reatribuição dessas competências e responsabilidades, no género e na forma, e que me propus cumprir até ao final deste mandato, não assentavam numa agenda comum”.
Seguem-se depois as criticas e os lamentos à “estratégia de liderança” e “forma de atuação” de Anabela Freitas, a quem diz não reconhecer credibilidade para liderar os destinos do concelho.
Rui Serrano termina garantindo que, mesmo renunciando aos pelouros, vai cumprir o mandato até ao fim.





























