O edifício, que foi adquirido pelo município há cerca de duas décadas, esteve planeado para receber a segunda fase do Museu do Tempo, mas o projeto foi chumbado pelo então Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR), atual Direção-Geral do Património, o que levou a autarquia a desistir do projeto e a colocar o imóvel para venda.
O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, citado pela agência Lusa, diz que não faz sentido o município ser proprietário de edifícios em ruínas quando agrava o IMI para os privados que não recuperam imóveis degradados, salientando que está em curso um processo de reabilitação do centro histórico sem precedentes, no qual se insere o edifício em causa.
A câmara ainda ponderou instalar ali um posto de turismo, ideia que foi abandonada com a inclusão desta valência no projeto de recuperação do mercado municipal.
Entre as críticas mais fortes à venda do imóvel estão a do movimento “Mais Santarém”, que integra a bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal, onde os seus eleitos aprovaram a hasta pública, mas que agora, em comunicado, considera que a venda “a troco de uns parcos 52 mil euros”, “é um erro irreparável para a cidade”.