Os dirigentes e delegados sindicais do setor das cantinas, refeitórios, áreas de serviço e bares concessionados reuniram na sexta-feira, 13 de setembro, no Jardim da Liberdade, em Santarém, local onde decidiram marcar uma greve nacional para o dia 11 de outubro e apelar a todos os trabalhadores para participaram numa manifestação nacional da CGTP-IN, no dia 9 de novembro.
Em causa está a perda de direitos e a tentativa de imposição por parte da associação patronal AHRESP da assinatura do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT), já assinado com a UGT, mas que estes trabalhadores consideram lesivo dos seus interesses, nomeadamente na imposição de bancos de horas, horários concentrados e adaptabilidade de horários até 12 horas diárias; na facilitação da alteração dos horários de trabalho; na redução do pagamento do trabalho suplementar de 100% para 75%; na redução do pagamento do trabalho em dia feriado e em dia de descanso semanal de 200% para 100%; entre outros.
Os trabalhadores consideram que as empresas que exploram cantinas, refeitórios, fábricas de refeições, áreas de serviço e bares concessionados dão muitos lucros e que podiam pagar salários dignos mas continuam a pagar salários muito baixos.
Entre as exigências, além de um novo CCT, estão o aumento salarial mínimo de 150€ para todos os trabalhadores; a criação de um regime de 5 diuturnidades com o valor 25€ por cada diuturnidade; a atualização do subsídio de alimentação para 140€; o pagamento de um prémio de 25% da retribuição para os trabalhadores que tenham horário repartido e para os trabalhadores que trabalham em regime de turnos; redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais; 25 dias uteis de férias para todos os trabalhadores; passagem a efetivo de todos os trabalhadores contratados a termo; e contratos a tempo completo nas cantinas escolares com confeção.






























