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Santana-Maia Leonardo desfiliou-se do PSD

"É impossível continuar entrincheirado num partido que é o principal agente da transformação da República Portuguesa na República de Lisboa", escreve Santana-Maia Leonardo, advogado e ex-vereador do PSD na Câmara de Abrantes, na carta em que faz a cessação da sua inscrição no partido social-democrata.

A aprovação do novo mapa judiciário foi a gota de água para o recém-eleito presidente da delegação da Ordem dos Advogados de Abrantes, uma pseudo reforma que, segundo o mesmo, " espelha na perfeição a estratégia e a política deste Governo: sacrificar os pequenos e a classe / cidades médias para beneficiar os grandes".

Dando como exemplos o mapa judiciário e a agregação de freguesias, Santana-Maia acusa o governo e o PSD de terem levado a cabo reformas "que não têm outro objetivo do que, por um lado, acelerar a desertificação do interior do país e as assimetrias regionais e, por outro, afirmar definitivamente Lisboa como a Cidade-Estado da República".

O advogado diz-se "convictamente na outra margem", pelo que se torna impossível a sua "continuidade como militante do PSD".

Num tom crítico arrasador, Santana-Maia Leonardo diz mesmo que a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, ao invés de ser alguém que "sabe da poda", é uma "motosserrista" que só vê lenha para a fogueira, e acrescenta que a reforma judiciária é um ato de pouca inteligência.

"Qual a justificação para a concentração de todas as especialidades nas capitais de distrito, obrigando à construção e ampliação de equipamentos, quando há por todo o distrito equipamentos mais do que suficientes para as receber, se se optasse por distribuir não só o mal pelas aldeias mas também o bem", questiona o ex-cabeça de lista do PSD em Abrantes em 2009, para quem não há qualquer razão para não serem os habitantes das capitais de distrito a deslocarem-se às restantes cidades, uma vez que a distância é exatamente a mesma.

"Depois de as sedes dos municípios terem funcionado como verdadeiros eucaliptos na desertificação do território dos municípios, quer-se agora repetir o modelo relativamente às capitais dos distritos, num processo de canibalização em que os pequenos vão sendo sistematicamente engolidos pelos grandes até acabar por ficar só a região da Grande Lisboa", afirma ainda Santana-Maia Leonardo na carta de desfiliação enviada a 10 de fevereiro ao presidente do PSD.

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