Dom, 16 Junho 2024

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Reunião de emergência junta autarcas e operadores de resíduos

Os constrangimentos e problemáticas na circulação rodoviária com destino ao Eco Parque do Relvão, na freguesia da Carregueira, concelho da Chamusca, e a necessidade urgente da conclusão do IC3/A13, foi o tema da reunião de emergência realizada a 23 de março, no cineteatro da Chamusca, que reuniu autarcas, membros do Observatório Nacional dos CIRVER, da Comissão de Acompanhamento do Eco Parque Relvão, associações de produtores agrícolas e florestais e empresários que operam no nosso território.

Numa região que, juntando Lezíria do Tejo e Médio Tejo, abrange 24 municípios e uma população de cerca de 467 mil habitantes, a atração de investimento produtivo, que deve ser considerado um desígnio nacional, é consistentemente bloqueado pela realidade infraestrutural da região, nomeadamente a sul do Tejo, pela ausência de uma ligação ferroviária e rodoviária eficaz, em que a conclusão do troço do IC3/A13, que permitirá ligar V.N. Barquinha a Almeirim, tem sido identificada em vários documentos como uma prioridade em termos de investimentos infraestruturais no país.

Recorde-se que o lanço do IC3/A13 V.N. Barquinha – Chamusca – Almeirim, foi uma promessa para a população da região aquando da instalação dos CIRVER, em 2007, numa área de influência direta que abrange os concelhos de V. N. Barquinha e Entroncamento (Médio Tejo) e Golegã, Chamusca, Alpiarça e Almeirim (Lezíria do Tejo).

Paralelamente, a região alberga, nomeadamente no concelho da Chamusca, importantíssimas infraestruturas de tratamento de resíduos do país, entre eles os dois únicos Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos (CIRVER) a nível nacional, quatro unidades de tratamento e eliminação de resíduos hospitalares, que servem todo o país, duas unidades de compostagem que resolvem inúmeros problemas ambientais, nomeadamente de lamas de ETAR, uma central de biomassa, resolvendo desta forma a questão dos subprodutos da limpeza da floresta em toda a região centro, duas unidades de regeneração de óleos usados, para além do sistema de eliminação de resíduos industriais banais e do sistema de recolha, tratamento, triagem e eliminação de resíduos sólidos urbanos que neste momento serve 16 concelhos da região.

Estas unidades implicam a movimentação constante de veículos pesados, que face à inexistência de melhores acessibilidades, acaba por se efetuar dentro de povoações.

A construção de uma nova ponte sobre o rio Tejo, é uma necessidade premente, identificada em vários estudos de tráfego. O presidente da Câmara da Chamusca, Paulo Queimado, diz que a limitação da atual ponte “é um dos principais constrangimentos com que nos deparamos diariamente no nosso concelho, que por não permitir o cruzamento de duas viaturas pesadas de mercadorias, condiciona o trânsito, em ambos os sentidos, durante largas horas, formando filas intermináveis de espera, que se tornam um pesadelo para quem tem de as enfrentar regularmente”.

Paulo Queimado sublinha que este problema, com mais de mil veículos pesados de mercadorias a atravessarem diariamente a ponte da Chamusca com destino à Resitejo e ao Eco Parque do Relvão, “coloca muitas vezes a vida humana em risco, pela possibilidade de falta de assistência médica”.

Desta reunião, resultou uma carta enviada ao primeiro-ministro, António Costa, na qual é solicitada a conclusão do IC3/A13 por parte do Governo e dos respetivos ministérios, sob pena de ficar comprometido o investimento e desenvolvimento industrial e social da região.

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