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Presidente da CM Rio Maior mostrou estragos e pediu aos deputados: “sejam a nossa voz junto do poder central”

O presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias, pediu esta segunda-feira, 16 de fevereiro, aos deputados eleitos pelo distrito de Santarém, para que sejam a voz da população junto do poder central. As declarações do autarca foram feitas durante uma visita onde mostrou aos representantes da região os estragos causados pelo mau tempo das últimas semanas no concelho de Rio Maior.

“Precisaremos muito da ajuda do Governo”, disse Santana Dias, explicando que muitas obras “precisarão de enormes investimentos”, que não estão dentro das capacidades financeiras das autarquias. Como exemplo, o presidente lembrou uma intervenção feita em cerca de 40 metros de uma estrada municipal, onde foi necessário colocar estacaria, e que custou cerca de 200 mil euros.

Filipe Santana Dias dividiu os estragos das últimas semanas em duas fases: a fase Kristin e a fase pós-Kristin. Na primeira os danos foram essencialmente em estruturas públicas, como o Estádio Municipal, que ficou sem parte da cobertura das bancadas, e outros danos relevantes, mas não críticos em escolas e pavilhões.

“A tempestade atingiu-nos entre as 3h45 e as 4h15. Assim que passou, tínhamos 40 pessoas nas ruas a trabalhar. Quando a população começou a sair à rua, tínhamos a cidade parcialmente destruída, mas utilizável”, relatou aos deputados e jornalistas.

Mas o pior estava ainda para. Sem a agressividade da depressão, aos ventos sucederam-se os aluimentos de terras, que provocaram, e continuam a provocar, fortes estragos, sobretudo em duas zonas, ambas visitadas esta segunda-feira pelos deputados.

A situação mais grave está a colocar em causa dez habitações na freguesia de Alcobertas, onde foi necessário evacuar 28 pessoas: 17 ficaram desalojadas e estão acolhidas temporariamente em unidades hoteleiras do concelho, as restantes 11 estão deslocadas em casa de familiares.

Nos próximos dias um técnico da Universidade de Aveiro vai estar no terreno para avaliar as situações mais graves e perceber se as pessoas poderão, ou não, regressar às suas habitações.

Preocupante é também a situação da freguesia da Marmeleira, que das 5 estradas de acesso ao núcleo central da localidade, 3 estão completamente destruídas e vão demorar muito a ser reabertas, tal a dimensão dos estragos.

O presidente da Câmara de Rio Maior deu conta ainda dos prejuízos provocados numa estrada municipal existente junto a uma exploração de inertes, onde se abriu um buraco com cerca de 30 metros de profundidade e 25 de perímetro. A autarquia já chamou peritos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e a empresa extratora, que foi proibida de laborar durante dez dias, terá de apresentar um plano de recuperação do local.

O que podemos fazer de imediato, estamos a fazer”, disse Filipe Santana Dias, acrescentando que o Governo “tem tido uma relação de proximidade interessante”, incluindo a disponibilidade imediato do Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, que visitou os locais mais afetados poucos dias depois.

“O esforço vai ser enorme”, concluiu o autarca, salientando a necessidade de todos – autarcas, deputados e governantes – falaram a mesma língua.

Estiveram em Rio Maior representantes dos três partidos que elegeram deputados pelo distrito de Santarém – PSD, PS e Chega – que ouviram com atenção as explicações e prometeram levar o que viram ao parlamento.

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