Os vários partidos políticos do Cartaxo não se entendem quanto à forma, ao auditor e aos assuntos a tratar na auditoria às contas da câmara municipal daquele concelho.
No que diz respeito aos temas a auditar, há partidos que querem que a auditoria abranja todas as áreas em que a autarquia tem competências, enquanto outras forças partidárias, sobretudo por uma questão de custos, entendem que se devem selecionar os temas sobre os quais existem mais dúvidas.
As divergências estendem-se também ao número de anos a auditar, que varia dos últimos dez (proposta do PSD), aos últimos cinco mandatos (20 anos), do movimento independente “Pelo Cartaxo”, do ex-presidente da autarquia, Paulo Varanda.
A terceira questão de fundo prende-se com o tipo de entidade que deverá fazer a autarquia. Também aqui as visões são opostas. Enquanto a CDU e o Bloco de Esquerda defendem que deverá ser o Tribunal de Contas ou a Inspeção Geral de Finanças a realizar a auditoria, sem custos para o município, o movimento de Paulo Varanda defende a contratação preferencial de uma entidade externa, selecionada por concurso público.
Perante este conjunto de divergências entre as várias forças partidárias, o presidente da autarquia, Pedro Magalhães Ribeiro, propôs a realização de uma reunião conjunta de todos os partidos para, ponto a ponto, se chegar a um consenso.
A reunião ainda não tem data marcada mas deverá realizar-se a curto prazo.































