Qui, 23 Maio 2024

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

Siga o nosso canal de WhatsApp e fique a par das principais notícias.

“Os herdeiros da revolução de Abril falharam”

santaremhomenagemsalgueiromaia

“O Portugal de hoje não é o Portugal sonhado por Salgueiro Maia e pelos capitães de abril”, disse o presidente da Câmara de Santarém durante a homenagem ao capitão do Exército que, na noite de 24 de abril de 1974, partiu da Escola Prática de Cavalaria com uma coluna de 240 militares em direção a Lisboa para pôr um ponto final no Estado Novo, liderado então por Marcelo Caetano.

A cerimónia, que se realizou junto à estátua de Salgueiro Maia, no Jardim dos Cravos, ficou marcada pelas palavras críticas e pesarosas de Ricardo Gonçalves em relação ao estado a que o país chegou, 40 anos volvidos sobre a revolução.

“É perigoso governar para as expetativas dos mercados e não para os anseios dos portugueses. É impossível aceitar que o desígnio de um estado nação seja passar o défice de 5 para 4%. Portugal e os portugueses merecem muito mais do que isto”, disse o autarca social-democrata, para quem o passar do tempo tem provado que “os herdeiros da revolução falharam”.

Ao lado de Natércia Maia, a viúva do capitão, e entre muitos ex-militares que combateram e privaram com Fernando Salgueiro Maia, o autarca pediu que o militar fosse olhado como exemplo para devolver a esperança a um país esmagado pela conjuntura económica internacional.

“Foi por não aceitar a ditadura e um poder absoluto que não tratava todos os portugueses por iguais que Salgueiro Maia e os seus capitães se manifestaram e devolveram a esperança a Portugal, devolveram a liberdade ao povo”, salientou Ricardo Gonçalves, recordando a verticalidade do homem que, após a revolução, recusou todas os cargos e prebendas que lhe foram oferecidas em bandejas de prata.

Numa cerimónia em que várias crianças das escolas da cidade depositaram flores junto à estátua do capitão, o presidente da Câmara sublinhou que Salgueiro Maia tem que ser um exemplo para os mais e novos e disse não ter dúvidas que “tal como os jovens que fizeram a revolução de abril não queriam a guerra, os de hoje não querem o desemprego e a precaridade”.

A homenagem da cidade ao capitão de Abril incluiu ainda uma intervenção do coronel Correia Bernardo, presidente da comissão popular das comemorações do 40 anos do 25 de abril, que, na qualidade de amigo pessoal, se despediu com um “obrigado, Fernando” a Salgueiro Maia, falecido a 4 de abril de 1992.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Notícias Relacionadas

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB

PUB