À semelhança do que se passou nos quatro ministérios em Lisboa, vários manifestantes que se concentraram junto ao Centro de Emprego de Santarém para uma ação de luta invadiram pacificamente o edifício da Segurança Social, onde permaneceram durante vários minutos.
O protesto ocorreu antes da formação de um cordão humano que reuniu cerca de 200 pessoas contra o orçamento de Estado 2014, organizado pela União dos Sindicatos de Santarém (USS), que se associou ao dia nacional de indignação, protesto e luta.
Dentro da Segurança Social, os manifestantes proferiram palavras de ordem contra a austeridade e perda de direitos sociais, e exigiram a demissão do governo, poucas horas depois da aprovação do Orçamento de Estado para 2014.
O cordão humano estendeu-se desde a Segurança Social até ao Largo Cândido dos Reis, onde Rui Aldenano, o coordenador local da USS, considerou o documento "criminoso".
"Se os deputados do PSD/CDS viabilizaram o orçamento na Assembleia da República, também aqui na cidade de Santarém os trabalhadores e o povo chumbam o orçamento nas ruas", disse o responsável, chamando a atenção para o facto de "hoje, por todo o país, os trabalhadores, os reformados, os desempregados, entre outras camadas da população, saíram à rua para dizer basta ao roubo a que estamos a ser submetidos".
Segundo Rui Aldeano, o governo "tem a pouca vergonha de cortar milhões nas reformas de quem trabalhou e descontou uma vida inteira, e depois, como lobos que vestem pele de carneiro, vêm dizer que vão aumentar as reformas mínimas", acrescentando que isso se traduz em oito cêntimos por dia.
"Não condenem à miséria quem trabalhou uma vida inteira", concluiu o dirigente sindical.































