Ter, 21 Maio 2024

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Louvor à GNR provoca polémica na Assembleia Municipal de Alpiarça

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A última sessão da Assembleia Municipal de Alpiarça foi palco de momentos conturbados e muita exaltação, tendo levado mesmo a um pedido de renuncia ao mandato apresentado Maria Gabriela Coutinho, eleita pelo movimento “Todos Por Alpiarça” (TPA).

Gabriela Coutinho, ex-vereadora na Câmara e mulher bastante respeitada na vila, bateu com a porta depois do presidente da Assembleia Municipal, Fernando Louro, ter impedido a votação de uma proposta de louvor público à GNR de Alpiarça.

Pelo meio, ficaram acusações de “prepotência” e “arrogância” na forma como conduziu os trabalhos, tendo Gabriela Coutinho referido que se “recusava” a fazer parte de um órgão que não respeita as regras democráticas.

Segundo a Rede Regional conseguiu apurar, a polémica instalou-se após terem sido votadas duas propostas de louvor apresentadas pela bancada da CDU, uma para Miguel Arraiolos por ter participado nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, e outra para os resultados alcançados por vários jogadores de Alpiarça numa taça de petanca.

Seguia-se a proposta de louvor público à GNR de Alpiarça, apresentada pelo TPA, que os eleitos da CDU se recusaram a votar alegando que a mesma deveria ser subscrita pelos três partidos com representação na Assembleia Municipal.

Para a CDU, que tentou desde o início o adiamento da votação, o texto da proposta teria que ser reescrito antes de ser novamente levado à Assembleia, o que mereceu a discordância do TPA.

Perante a confusão que se instalou, o presidente resolveu a questão retirando a hipótese de votação do louvor, o que levou Maria Gabriela Coutinho a apresentar a renuncia ao mandato.

A eleita abandonou a sala, seguida pouco depois pelos três colegas de bancada, Francisco Cunha, Mário Santiago e Paulo Sardinheiro, que já não acompanharam os trabalhos do resto da sessão.

“Na minha análise, o presidente da Assembleia agiu erradamente. Ele pode tentar que os partidos se entendam e cheguem a uma posição comum, mas não pode impedir que seja votada uma proposta de louvor, por sua livre iniciativa”, disse à Rede Regional Francisco Cunha.

Lamentando o espetáculo a que o público assistiu, Francisco Cunha acrescenta ainda que a proposta do TPA “não tem quaisquer segundas intenções políticas, para que a CDU se recusasse a votá-la”.

“Este voto de louvor trata-se apenas de reconhecer o enorme mérito do trabalho que a GNR tem desenvolvido em Alpiarça desde a chegada do novo comandante, em que se verificou uma descida da criminalidade e as pessoas sentem que há mais segurança”, afirmou o eleito do TPA.

Na realidade, esta é a segunda vez que a proposta de louvor chega à Assembleia Municipal de Alpiarça, depois de ter sido chumbada da primeira vez pela CDU, em novembro de 2015.

“Decidimos apresentar novamente a proposta porque soubemos que vários militares podem estar de saída do posto da GNR. Ora, tratando-se de uma proposta coletiva, para todos os elementos que cá prestam serviço, o louvor deveria ser entregue antes que se vão embora”, considera Francisco Cunha.

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