O gestor e administrador de empresas José Luís Cabrita, de 62 anos, vai ser o cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal de Santarém nas eleições autárquicas de Outubro deste ano.
A apresentação dos primeiros nomes da coligação, que além do PCP inclui a Intervenção Democrática e Os Verdes, decorreu esta quinta-feira, dia 25 de maio, ao final da tarde, tendo sido revelado também o nome do atual vereador Francisco Madeira Lopes como cabeça de lista à Assembleia Municipal de Santarém.
Num discurso dividido entre as críticas à atual maioria do PSD que lidera a autarquia e as propostas da CDU, José Luís Cabrita revelou que nunca procurou nem almejou este lugar mas prometeu “a mesma dedicação, o mesmo empenho e o mesmo rigor” que sempre dedicou à sua atividade profissional.
Analisando o percurso da democracia no concelho, o cabeça de lista da CDU à autarquia escalabitana defendeu que Santarém tem vindo a perder importância como capital de distrito e do Ribatejo, apontando responsabilidades aos “sucessivos executivos municipais de maioria, primeiro do PS e nos últimos anos do PSD, incapazes de manter e muito menos desenvolver o concelho”.
“O PS, apesar de ter estado no poder no concelho de Santarém durante 29 anos, foi incapaz de estabelecer uma estratégia clara de desenvolvimento”, afirmou José Luís cabrita, lembrando que “alguns ainda não estão pagos e poderão vir a custar milhões”.
O dedo da CDU virou-se depois para o PSD, que após chegar ao poder se esqueceu, segundo enumerou Cabrita, da requalificação do mercado municipal, dos planos estratégicos da Ribeira e de Alfange, da casa dos Sabores, da Fundação da Liberdade, da Marina no Tejo, do projeto para o Campo da Feira, do Parque de Viaturas e de Viaturas Pesadas, além do crematório e das obras das barreiras.
Apontando depois ao futuro, José Luís Cabrita prometeu “uma análise cuidada das contas municipais” para tentar perceber as dívidas de terceiros à autarquia, sem que esta faça nada para recuperar esses valores, e o porquê dos 26,7 milhões de euros por receber, a maioria de comparticipações da União Europeia a obras já feitas.
A análise cuidada vai estender-se a “todo o processo de concessão do estacionamento de superfície, mas não só, a um privado, tentando reverter esta situação”.
































