O presidente da Câmara de Santarém, João Teixeira Leite, acusou este sábado, 1 de novembro, o presidente da concelhia socialista e candidato derrotado à União de Freguesias da Cidade de Santarém, Diamantino Duarte, de querer ser membro do executivo depois de ter perdido as eleições.
“O PS de Santarém está a desrespeitar a vontade da população e não está a cumprir com a sua palavra”, afirma João Leite, recordando palavras do candidato do PS à Câmara de Santarém, Pedro Ribeiro, que afirmou que “quem ganha governa” e que o “PS não indicará ninguém e deixará passar como é natural as escolhas do presidente”, dando “liberdade total de escolha” ao PSD.
Em causa está o que aconteceu na reunião da Assembleia de Freguesia de Santarém realizada na noite desta quinta-feira, 30 de outubro, para formar o executivo da União de Freguesias da Cidade de Santarém (UFCS), que foi suspensa sem se ter chegado a acordo para a escolha dos 7 elementos que iriam compor o órgão máximo da autarquia.
Na altura, o presidente eleito, Alfredo Amante (PSD) apresentou a lista para o executivo da união de freguesias, que incluía 5 elementos da AD e dois eleitos do Chega, proposta que foi a votação e chumbada, ao que tudo indica com 8 votos a favor (AD) e 11 contra (PS + Chega).
Sem acordo, os líderes dos três partidos representados na assembleia – Alfredo Amante (AD), Diamantino Duarte (PS) e Santos Silva (Chega) – reuniram-se para desbloquear o impasse, tendo sido avançada uma solução que apontaria para um executivo composto por 3 elementos da AD, 2 do PS e 2 do Chega, situação que a coligação PSD + CDS não aceitou, uma vez que ficaria em minoria no caso de um acordo entre os outros dois partidos.
A assembleia foi suspensa será retomada esta segunda-feira, 3 de novembro, mas o PSD acusa os socialistas de para a câmara terem dado “uma ordem expressa para ninguém aceitar funções” e, na UFCS tentar “forçar a inclusão de dois elementos no executivo”.
“Qual a coerência do Partido Socialista?”, pergunta João Leite, reforçando a disponibilidade do PSD “para um diálogo constante, construtivo, e que defenda Santarém”.
Veremos na próxima segunda feira em sede de reunião de câmara, qual vai ser a posição do PS sobre assuntos relevantes para a celeridade e capacidade de resposta do Município. E se ao final da tarde vai cumprir a sua palavra na reunião de Assembleia de Freguesia da Cidade de Santarém, deixando governar, quem efetivamente venceu as eleições”, questiona o presidente da Câmara de Santarém.
A Rede Regional tentou ouvir Diamantino Duarte, mas o ex-presidente da UFCS, tal como no dia anterior, não respondeu ao contacto efetuado.
ALFREDO AMANTE PEDIU RENÚNCIA ANTES DE TOMAR POSSE
Ao contrário da suspeita levantada na reunião de quinta-feira da UFCS, de que Alfredo Amante teria tomado posse como novo presidente da União de Freguesias da Cidade de Santarém sem renunciar ao mandato de vereador, o que seria ilegal, a Rede Regional conseguiu apurar que o mesmo entregou na quinta-feira, o correspondente pedido de renúncia.
O documento de opção e renúncia ao mandato de vereador, com data de dia 30 de outubro, a que o nosso jornal teve acesso, Alfredo Amante diz que a decisão “é tomada com pleno sentido de responsabilidade e espírito de missão” e agradece a todos os que em si confiaram para desempenhar funções no executivo municipal.
NOTÍCIA RELACIONADA:

































Uma resposta
A eleição dos vogais da junta de freguesia é feita pelos eleitos na assembleia de freguesia (19) em voto secreto. Se a proposta inicial do presidente Alfredo Amante que previa 4 vogais da AD e dois do Chega não foi aprovada as duas forças têm 11 eleitos não foi culpa do PS mas porque 3 dos eleitos da AD Ch não acompanharam a proposta do presidente.
Mas a culpa de não ter passado é do PS?
Confesso que não consigo entender mas AD e Chega deveriam questionar todos os seus eleitos para encontrar uma solução de consenso….. mas a ideia que salta é que estão mais interessados em alimentar os seus egos partidários que os interesses da freguesia e dos seus 30.000 eleitores…. espero que nenhum deles esteja já arrependido do voto que expressou em 12 de Outubro.