O modelo de gestão da Águas do Ribatejo pode ser replicado em várias regiões do país, segundo afirmou o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, num fórum que se realizou no dia mundial da água, no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
“Foram inúmeros, do Alto Minho ao Alentejo, os autarcas que aceitaram o nosso repto. É por aqui que tudo mudará. Poderão ser sistemas intermunicipais desde que agreguem pelo menos um concelho”, revelou o ministro, após o secretário de Estado Carlos Martins ter apresentado um estudo para a reformulação do setor da água em Portugal, e onde a Águas do Ribatejo foi uma das fontes consultadas.
A empresa intermunicipal ribatejana recebeu autarcas de várias regiões do país interessados em conhecer em detalhe o contrato de gestão e os indicadores de desempenho nos seus primeiros seis anos de vida, em que todos os exercícios registaram resultados positivos com tarifários económicos.
Segundo o representante do governo, está garantido o compromisso de 40 municípios para a constituição de oito sistemas intermunicipais ou parcerias para a gestão da água na baixa.
O ministro defendeu ainda que há que equacionar os sistemas completos de alta e baixa, e realçou a importância da proximidade entre as entidades gestoras e os clientes e utilizadores.
José Pedro Matos Fernandes frisou a necessidade de aplicação de tarifários “socialmente justos e rigorosos” e a preocupação que deve existir “por um serviço de qualidade que reduza as perdas de água e aumente a eficiência e rapidez na resolução de problemas que suspendam o abastecimento.
O ministro do ambiente exortou também os municípios que reconhecem ter tomado más decisões a redesenharem os seus modelos e tentarem corrigir os erros do passado, sem revoluções, mas tendo em conta o superior interesse público e o direito dos seus munícipes a terem água de qualidade a um preço socialmente justo e equilibrado.
A proposta do governo defende que os novos sistemas intermunicipais deverão ter no mínimo 80 mil consumidores e continuidade geográfica para ganharem escala e minimizar os custos para o cliente.
Águas do Ribatejo aberta a mais municípios
“É um orgulho para quem representa e integra a Águas do Ribatejo ver que esta experiência piloto está a ser replicada em vários pontos do país pelo mérito que teve de ser um projeto empresarial com acentuadas preocupações sociais”, sublinhou Francisco Oliveira, o presidente da empresa ribatejana, reafirmando a abertura para acolher mais municípios e alargar a sua área de intervenção.
Francisco Oliveira confirmou a existência de conversas com várias autarquias e garante que a integração desses municípios será feita se for a melhor solução para ambas as partes.





























