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Discussão acesa na reunião da Câmara de Santarém: festas dividem PS e AD

Uma proposta dos vereadores do PS para a “distribuição equitativa de verbas para festividades nas freguesias do concelho de Santarém” provocou uma forte discussão na reunião do executivo municipal desta segunda-feira, 9 de fevereiro, acabando chumbada pela AD e pelo Chega.

Na sequência do que já tinha sugerido na campanha eleitoral para a autarquia, o PS apresentou uma proposta onde, no essencial, propunha que se retirasse um terço do valor gosto com quatro grandes eventos realizados na cidade (Reino de Natal, Festival de Gastronomia, Festas da Cidade e Cortes e Lendas), cujo valor total estimado pelos socialistas é de 1.5 milhões de euros, para alocar às freguesias do concelho, com exceção da união de freguesias da cidade.

Assim, os eventos referidos passariam a ter um orçamento máximo de um milhão de euros, ficando o restante meio milhão para dividir pelas freguesias, “garantindo que todas as populações tenham acesso às iniciativas culturais, recreativas e festivais promovidas ou apoiadas pelo município”.

O presidente da autarquia, João Leite (PSD), apeliou a proposta de “completamente demagógica e populista”, e trocou mesmo acusações com o vereador Nuno Domingos (PS), que no último mandato, dado o acordo de governação entre socialistas e sociais democratas, teve o pelouro da Cultura.

João Leite considerou “muito estranho” que Nuno Domingos tenha subscrito esta proposta, uma vez que “até há bem pouco tempo, tinha responsabilidades diretas na definição destas mesmas políticas culturais” e “votou favoravelmente todos orçamentos municipais que previam a programação cultural”.

O presidente enumerou várias iniciativas culturais defendidas por Nuno Domingos, como o Festival de Órgão de Santarém e o Verão in.Santarém que, conjuntamente com a programação do Teatro Sá da Bandeira, atingiram, disse o autarca, os 900 mil euros em 2025.

O vereador socialista recusou responsabilidade nos grandes eventos, recordando que até havia um pelouro específico para os mesmos, tutelado pelo próprio presidente, e referindo que a sua missão foi a de desenvolver projetos culturais e não de fazer festas.

Nuno Domingos acusou mesmo João Leite de estar a mentir quando disse que o In.Santarém tinha nascido por sugestão do ex-presidente Ricardo Gonçalves, ao que o atual presidente respondeu dizendo que o ex-vereador da cultura estava com “excesso de paternalismo”.

Pedro Correia, eleito pelo Chega, juntou-se às críticas do PSD à proposta socialista. Apesar de também criticar a política de eventos da autarquia, defendendo que devia ser repensada para que as suas mais valias culturais ou económicas sejam usufruídas pelos escalabitanos ao longo de todo o ano e não apenas nos dias dos eventos, Pedro Correia disse que lhe fazia “confusão desornamentar grandes eventos” que projetam a cidade e trazem muitos visitantes.

Pedro Ribeiro ainda disse estar aberto à revisão dos critérios para atribuição dos apoios, que pela proposta socialista se baseavam na população de cada freguesia, mas AD e Chega acabariam por chumbar o documento.

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