Em resposta a uma pergunta do vereador Rui Barreiro (PS), que na reunião desta segunda-feira, 19 de abril, questionou a maioria PSD sobre a atual situação de degradaçã do ex-Presídio Militar que, tal como a antiga Escola Prática de Cavalaria (EPC), continuam por pagar à Estamo (empresa pública que gere o património imobiliário do Estado), Ricardo Gonçalves repetiu que, em sua opinião, o acordo que foi feito na altura é lesivo dos interesses da Câmara de Santarém.
“Enquanto cá estiver, o Município de Santarém não paga estes 16 milhões de euros”, garantiu o autarca, que confirma que as negociações continuam a decorrer mas exige que a Estamo mostre as avaliações que levaram a chegar a este valor.
Ricardo Gonçalves revelou mesmo que um ex-dirigente da Estamo lhe disse, numa reunião onde estavam outras pessoas, que nunca percebeu os valores que foram acordados entre a Câmara de Santarém, liderada então por Moita Flores, e o Governo, chefiado na altura por José Sócrates.
O presidente do município nega ainda a posição da Estamo de que diz que não pode reconhecer imparidades, o que inviabilizaria uma baixa do valor, lembrando que isso já aconteceu noutros momentos. Estranha ainda que o Tribunal de Contas, que anda sempre muito atento às contas das autarquias, tenha permitido um negócio que colocou a dívida do município próximo dos 100 milhões de euros.
“Queremos pagar mas por um valor justo”, disse, lembrando que atualmente o Estado, ao abrigo da delegação de competências, está a entregar imóveis de forma gratuita.
Numa segunda intervenção sobre o assunto, Ricardo Gonçalves lembrou ainda que o ex-presídio foi comprado com a promessa do então responsável pelo Turismo de Portugal, Luís patrão, que esteve em Santarém a dizer que haveria fundos comunitários para a construção de um hotel de charme e a instalação da Escola de Hotelaria. “Logo a seguir a seguir escola de hotelaria foi levada de Santarém”, completou.































