Sex, 19 Julho 2024

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Câmara adjudica plano financeiro à empresa do revisor de contas

A Câmara Municipal do Cartaxo deliberou atribuir à empresa do revisor oficial de contas (ROC) do município a elaboração de um plano de recuperação financeira para negociar com a banca o pagamento de cerca de oito milhões de euros em dívidas a fornecedores, que não estão incluídos em nenhum dos anteriores acordos de regularização da dívida.

O assunto levantou polémica na última reunião do executivo, onde a oposição levantou um coro de críticas à opção apresentada pelo executivo liderado por Paulo Varanda, e que passou apenas com os votos favoráveis dos vereadores do PS.

A autarquia acabou por deliberar atribuir a elaboração do documento à Marques da Cunha, Arlindo Duarte e Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, empresa que nos últimos anos tem carimbado as contas do município.

A prestação do serviço terá um custo de 50 mil euros, acrescido de IVA e o facto da escolha da firma ter sido feita por ajuste directo, sem qualquer consulta de mercado, também não passou despercebida à oposição, que o considerou exagerado.

O objectivo da Câmara é renegociar com a banca a dívida de curto, para que esta assuma o pagamento das facturas aos fornecedores, ficando a autarquia com um prazo mais dilatado para pagar o que deve aos bancos que lhe emprestem o dinheiro.

Segundo explicou Paulo Varanda na reunião, a operação não só visa evitar o que poderia ser chamado de resgate do Estado central à Câmara do Cartaxo, como é do conhecimento dos vários organismos da administração central que supervisionam as contas dos municípios e da Associação Nacional de Municípios.

“Em apenas 30 dias, o mundo mudou para os autarcas socialistas do Cartaxo, com particular intensidade para o presidente Paulo Varanda”, acusa em comunicado o PSD local, lembrando que os vereadores social-democratas propuseram a realização de auditoria externa às contas da Câmara há cerca de um mês. A proposta foi chumbada com o argumento de que “estava agendada uma inspecção às contas por parte da Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL)” e que a mesma “representaria mais um custo do que um benefício”.

Com ironia, o comunicado do PSD “saúda o presidente da Câmara por ter abandonado o estado de negação em que se encontrava no que diz respeito às contas do município”, e “coloca reservas” à escolha da empresa do ROC – e por ajuste directo – que “tem visado os números fantasiosos que ano após ano o PS decide apresentar para o município”.

Pela CDU, Mário Júlio Reis lamentou que a oposição continue a não ser ouvida como parte interessada em apresentar soluções para combater a débil situação financeira da autarquia, e recordou que sempre levantou muitas dúvidas em relação ao trabalho desenvolvido pela empresa.

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