Com uma candidatura que tem por objetivo construir uma "aliança social", Bruno Góis foi apresentado como o cabeça de lista do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Santarém nas eleições autárquicas do próximo outono.
A apresentação pública decorreu na noite de sexta-feira, 15 de fevereiro, na sede da Junta de Freguesia de Santa Iria da Ribeira, onde o candidato explicou que a "aliança social" que o Bloco propõe se fará com base no diálogo e no alargamento deste movimento ao maior número de cidadãos e grupos de independentes.
"Queremos mobilizar as pessoas, sobretudo as que estão mais descontentes com a política autárquica, e voltar a fazê-las acreditar que a mudança é possível, que há uma alternativa", disse Bruno Góis à Rede Regional, explicando que o próprio programa eleitoral e as listas que o Bloco vai apresentar à Assembleia Municipal e às Juntas de Freguesia nascerão precisamente desse envolvimento dos cidadãos do concelho.
Os quatro eixos estruturantes do programa que o BE vai apresentar aos scalabitanos assentam, segundo o cabeça de lista, numa clara prioridade à ação social e ao desenvolvimento local, à defesa das freguesias e à implementação do orçamento participativo, à redução do IMI e de outros impostos municipais, e à defesa dos serviços públicos, entre outras propostas avançadas no lançamento da candidatura.
Coube a José Gusmão, ex-deputado eleito pelo círculo de Santarém e membro da comissão política nacional do Bloco, fazer a apresentação do candidato, salientando que Bruno Góis "representa a renovação" numa altura em que "os candidatos do bloco central em Santarém são figuras ligadas ao passado recente e ao passado longínquo".
Um especialista em relações internacionais com um currículo de militância cívica
Mestre em relações internacionais pela Universidade Técnica de Lisboa, Bruno Góis tem 27 anos e é eleito pelo Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Santarém, cidade onde nasceu.
Aderiu ao partido com 19 anos, tornou-se dirigente distrital aos 22, em 2008, e logo no ano seguinte foi o segundo candidato a deputado à Assembleia da República pelo círculo de Santarém.
Atualmente, é diretor da revista "A Comuna" e membro do conselho de redação da revista "Vírus", tendo já sido também orador em conferências nacionais e internacionais sobre matérias de ciências políticas, a sua área de estudo de eleição.
Quer na secundária Sá da Bandeira, em Santarém, quer na universidade em Lisboa, pertenceu sempre a movimentos e organizações estudantis, e tem sido um ativista empenhado nos protestos anti-Troika, onde se destacou como organizador da manifestação do 15 de Setembro em Santarém, naquela que foi a maior mobilização popular na capital do Ribatejo, nas últimas décadas.
































