"Acabar com o Estado a que isto chegou" é a frase que se lê na faixa que a concelhia do Bloco de Esquerda de Santarém colocou por cima da porta principal da antiga Escola Prática de Cavalaria (EPC) de Santarém, na noite de domingo, 21 de abril.
A expressão foi proferida pelo próprio Salgueiro Maia para motivar os seus militares antes de partir rumo a Lisboa para provocar a revolução de Abril de 1974, que derrubou o antigo regime.
Nas vésperas de se comemorar o 39º aniversário do 25 de Abril, o BE sustenta que estas "palavras históricas devem ser a memória viva que nos fortalece para defender a democracia", segundo se lê no site da concelhia scalabitana.
"As conquistas da revolução de Abril consagradas na Constituição da República Portuguesa estão hoje em perigo", alerta o Bloco, sustentando a democracia portuguesa "é o direito ao trabalho, a propriedade pública dos setores estratégicos, um Serviço Nacional de Saúde que reduziu exemplarmente a mortalidade infantil, uma escola pública que democratizou o conhecimento, os transportes públicos, os laboratórios nacionais, os teatros e as autarquias locais imprescindíveis ao nosso desenvolvimento".
"A memória destas conquistas democráticas é uma arma para o futuro", lê-se ainda no mesmo documento, que exige liberdade e acrescenta que "um povo escravo de uma dívida não é soberano. O governo da Troika e a política de austeridade enviam milhares de jovens para a emigração e outros milhares acumulam-se entre o desemprego e a precariedade laboral".
"Hoje, novamente, é urgente acabar com o estado a que isto chegou", concluem.






























