“Deve acabar o sentimento de impunidade de quem polui o que é de todos: os solos, as linhas de água e o ar, diminuindo assim a qualidade de vida das populações e colocando em causa a saúde publica”, refere um comunicado de imprensa emitido pelo BE, depois de uma visita de vários eleitos e responsáveis concelhios do partido ao local, onde estiveram reunidos com vários moradores.
Os elementos do Bloco afirmam ter constatado que os problemas ambientais agravaram-se desde que a “suinicultura familiar” foi transformada numa “exploração industrial”, e não só exigem uma fiscalização mais apertada, como criticam aquilo que consideram ser “a apatia da Câmara Municipal”, ao não responder a algumas das questões que lhe são colocadas sobre o assunto.
“O licenciamento de obras é ainda um problema, entre outros, por esclarecer”, salienta o comunicado, onde o BE de Santarém acrescenta que “a exploração não se encontra à distância das habitações exigida por lei”, e que já foi “alvo de um auto de notícia por rejeição de efluentes sem licença e de seis outros autos de notificação sobre as lagoas que os recebem”.
Segundo Fabíola Cardoso, deputada do BE eleita pelo círculo de Santarém, há informação desencontrada e até contraditória entre as várias entidades públicas, e a própria população, que já recolheu centenas de assinaturas numa petição dirigida à Assembleia Municipal, “está a ter dificuldades em aceder aos documentos administrativos”.































