No caso na CIMT, o assunto foi discutido na reunião do Conselho Intermunicipal de 9 de junho, tendo os autarcas demonstrado preocupação com o serviço deficitário que está a ser prestado pelos Correios de Portugal, situação, que, dizem, “se repete há já bastantes dias”, e que “tem vindo a criar alguns constrangimentos” na região e na grande maioria dos municípios do Médio Tejo.
“Num espaço de 15 dias, os serviços dos CTT não estão a ser devidamente assegurados, estando vários setores afetados, não só através da rede de distribuição postal (carteiros), com também na rede de atendimento (lojas) provocando atrasos diversos na entrega de correspondência nos vários concelhos da nossa região”, diz a CIMT em comunicado.
Esta preocupação prende-se com o facto dos atrasos que se têm verificado de uma semana, quinze dias, com a entrega de correspondência que acaba por chegar em alguns casos fora de prazo, e em algumas situações com pagamentos já vencidos.
Já a distrital do BE crítica a privatização da empresa, que considera ter sido “desastrosa” e diz que “os trabalhadores dos CTT estão a ser vítimas da ganância da empresa concessionária e da inércia cúmplice do Governo”.
“Em tempo de pandemia o trabalho dos Correios duplicou sendo esse aumento em alguns Postos de 150% com o aumento das compras online, distribuição de correspondência institucional, máscaras, etc.. Para além desse acréscimo de trabalho e da empresa não pagar horas extraordinárias, há carteiros a fazer três ou quatro giros por dia não conseguindo mesmo assim dar conta do trabalho, amontoando-lhe também as tarefas que precisam fazer nas Estações”, refere o partido em nota de imprensa.
O BE de Santarém manifesta a sua solidariedade para com os trabalhadores dos CTT e defende que “só com os CTT nacionalizados e sob a gestão pública teremos um serviço de qualidade às populações”.































